
No meu tempo de colégio, é lá se vão anos, uma expressão dolorida de se ouvir era "não passou de época", significando reprovação. Há um projeto de revista que ainda "não passou de Época". E ela mesma se encarrega de expor as razões da reprovação. Na Edição 459 - 05/03/2007, disponível no site, alguém chamado Marcelo Musa Cavallari, que pelo sobrenome não se perca se for confundido com mulari, convence que nosso problema não são de fato os americanos, são os invertebrados tupiniquins, sempre prostrados pro Antártica para que a bunda fique posicionada pro norte. O indigitado, a propósito da visita bushiana, que nada tem a ver com bushido, expeliu, não sei exatamente por qual órgão, a seguinte pérola: "Tudo mudou com o 11 de Setembro. Bush foi violentamente lembrado de que os problemas do Oriente Médio, entre os quais a ascensão do islamo-fascismo, não poderiam ser deixados por conta própria. A América Latina foi esquecida."
Cuspi nele o seguinte comentário, que ainda escorre pela página de Época: "Lamentável o uso da expressão islamo-fascismo. Seria o mesmo que dizer uma revista globo-nazista. Você diz eu digo, cadê os fatos para dizer para embasar uma e outra. Ao usar fascismo para qualquer coisa a única contribuição é com a banalização, dando a entender que fascismo é apenas uma questão de opinião. E os fascistas pensavam assim."
A Época nem marcou época e já virou uma eca ôca!