2 de ago. de 2006

Segurança como e por quê

Um advogado circulou a seguinte informação para os empregados na companhia dele.

1. Da próxima vez você ordenar talão de cheques peça ao banco que coloque somente as iniciais de teu nome (em vez do nome completo) e sobrenome no talão. Se alguém levar seu talão de cheques, eles não saberão como você assina seus cheques, com somente a inicial de seu nome, mas seu banco saberá como você assina seus cheques.

2. Não assine a parte de trás de seus cartões de crédito. Ao invés, escreva " SOLICITAR RG ".

3. Quando você preencher cheques para pagar seu cartão de crédito considerar, não escreva o número de conta completo na " Para que " linha. Ao invés, ponha somente os últimos quatro números. A companhia de cartão de crédito sabe o resto do número da conta, e qualquer um que poderia estar controlando seu cheque através de todos os
canais do processamento do cheque não terá acesso a esta informação.

4. Ponha seu número de telefone de trabalho em seus cheques em vez de seu telefone de casa. Se você tiver uma Caixa Postal de Correio use este em vez de seu endereço residencial. Se você não tiver uma Caixa Postal, use seu endereço de trabalho. Ponha seu telefone celular ao invés do residencial. Nunca tenha seu CPF impresso em seus cheques. (Você pode colocá-lo se for necessário). Mas se estiver impresso, qualquer um pode ver.

5.Tire Xerox do conteúdo de tua carteira. Tire cópia de ambos os lados de todos os documentos, cartão de crédito, etc. Você saberá o que você tinha em sua carteira e todos os números de conta e números de telefone para chamar e cancelar. Mantenha a fotocópia em um lugar seguro. Também leve uma fotocópia de seu passaporte quando for viajar para o estrangeiro. Se sabe de muitas estórias de horror de fraudes com mes,CPF, RG, cartão de créditos, etc... roubados.

Infelizmente, eu, um advogado, tenho conhecimento de primeira mão porque minha
carteira foi roubada no último mês. Dentro de uma semana, os ladrões ordenaram
um caro pacote de telefone celular, aplicaram para um cartão de crédito VISA,
tiveram uma linha de crédito aprovada para comprar um computador, dirigiram com minha carteira, e mais. Mas aqui está um pouco de informação crítica para limitar o dano no caso de isto acontecer a você ou alguém que você conheça.

1. Nós fomos informados que nós deveríamos cancelar nossos cartões de crédito
imediatamente. Mas a chave é ter os números de telefone gratuitos e os números
de cartões à mão, assim você sabe quem chamar. Mantenha estes onde você os possa achar.

2. Abra um Boletim Policial de Ocorrência imediatamente na jurisdição onde seus
cartões de crédito, etc., foram roubados. Isto prova aos credores você tomou ações imediatas, e este é um primeiro passo para uma investigação (se houver uma).

Mas aqui está o que é talvez mais importante que tudo:

3. Chame imediatamente o SEPROC e SERASA (e outros orgãos de crédito se houver) para pedir que seja colocado um alerta de fraude em seu nome e número de CPF.
Eu nunca tinha ouvido falar disto até que fui avisado por um banco que chamou
para confirmar sobre uma aplicação para empréstimo que havia sido feita pela internet em meu nome. O alerta serve para que qualquer empresa que confira seu crédito saiba que sua informação foi roubada, e eles têm que contatar você por telefone antes que o crédito seja aprovado.
Até que eu fosse aconselhado a fazer isto (quase duas semanas depois do roubo), todo o dano já havia sido feito. Há registros de todos os cheques usados para compras pelos ladrões, nenhum de que eu soube depois que eu coloquei o o alerta. Desde então, nenhum dano adicional foi feito, e os ladrões jogaram fora minha carteira. Este fim de semana alguém a devolveu para mim. Esta ação parece ter feito eles desistirem.

Nós passamos para frente muitas piadas pela Internet; nós passamos de quase tudo. Mas se você estiver disposto a passar esta informação, realmente poderia ajudar alguém com quem você se preocupe.

A Morte do Senador

Um senador está andando tranqüilamente quando é atropelado e morre. A alma dele chega ao Paraíso e dá de cara com São Pedro na entrada.
-"Bem-vindo ao Paraíso!"; diz São Pedro.
-"Antes que você entre, há um probleminha. Raramente vemos parlamentares por aqui, sabe, então não sabemos bem o que fazer com você.
-"Não vejo problema, é só me deixar entrar", diz o antigo senador.
-"Eu bem que gostaria, mas tenho ordens superiores. Vamos fazer o seguinte:
-Você passa um dia no Inferno e um dia no Paraíso. Aí, pode escolher onde quer passar a eternidade.
-"Não precisa, já resolvi. Quero ficar no Paraíso diz o senador.
-"Desculpe, mas temos as nossas regras. "
Assim,São Pedro o acompanha até o elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta se abre e ele se vê no meio de um lindo campo de golfe.Ao fundo o clube onde estão todos os seus amigos e outros políticos com os quais havia trabalhado. Todos muito felizes em traje social.
Ele é cumprimentado, abraçado e eles começam a falar sobre os bons tempos em que ficaram ricos às custas do povo.Jogam uma partida descontraída e depois comem lagosta
e caviar. Quem também está presente é o diabo, um cara muito amigável que passa o tempo todo dançando e contando piadas.Eles se divertem tanto que, antes que ele perceba, já é hora de ir embora.
Todos se despedem dele com abraços e acenam enquanto o elevador sobe. Ele sobe, sobe, sobe e porta se abre outra vez. São Pedro está esperando por ele.
Agora é a vez de visitar o Paraíso.
Ele passa 24 horas junto a um grupo de almas contentes que andam de nuvem em nuvem, tocando harpas e cantando.Tudo vai muito bem e, antes que ele perceba, o dia se acaba e São Pedro retorna.
-"E aí ? Você passou um dia no Inferno e um dia no Paraíso.
Agora escolha a sua casa eterna." Ele pensa um minuto e responde:
-"Olha, eu nunca pensei ..O Paraíso é muito bom, mas eu acho que vou ficar melhor no Inferno."
Então São Pedro o leva de volta ao elevador e ele desce, desce, desce até o Inferno.
A porta abre e ele se vê no meio de um enorme terreno baldio cheio de lixo. Ele vê todos os amigos com as roupas rasgadas e sujas catando o entulho e colocando em sacos pretos.O diabo vai ao seu encontro e passa o braço pelo ombro do senador.
-"Não estou entendendo", - gagueja o senador - "Ontem mesmo eu estive aqui e havia um campo de golfe, um clube, lagosta, caviar, e nós dançamos e nos divertimos o
tempo todo. Agora só vejo esse fim de mundo cheio de lixo e meus amigos arrasados!!!"
O diabo olha pra ele, sorri ironicamente e diz:
"Ontem estávamos em campanha. Agora, já conseguimos o seu voto..."

11 de jul. de 2006

A cabeçada de Zidane , uma história de honra e racismo

Zélia Leal Adghirni (*)

Não entendo nada de futebol. Só sei quando é gol porque todo mundo grita. Mas entendo um pouco de cultura árabe e muçulmana. Sou jornalista e morei quase dez anos anos no mundo árabe onde sempre fui tratada com o maior respeito e consideração. E sei bem o que pode ofender profundamente um muçulmano.



Quando vi aquela terrível cabeçada do Zidane no peito de Materazzi não tive dúvida. Foi reação a um insulto. O que teria dito o jogador italiano para deixar o francês/argelino/kabyle daquele jeito? Só podia ser um insulto à sua religião ou à sua família. E isso, muçulmano nenhum tolera. Imediatamente comecei a ligar para meus amigos muçulmanos de Brasília. Eles tinham a mesma convicção: insulto da mais grave potência. Zidane não teve dúvida. Preferiu perder a Copa do que levar desaforo para casa.



Passada a euforia da vitória italiana, a cerimônia oficial da entrega das medalhas, o constrangimento dos “Bleus” sem a presença do capitão do time, e ainda sob o impacto da cabeçada do Zidane, os comentaristas de futebol começaram a tentar explicar o que parecia inexplicável. A imagem rolou e desenrolou dezenas de vezes na telinha da TV. Sob os mais diversos ângulos, dezenas de câmeras captaram o tresloucado gesto. E eu, que não entendo e não gosto de futebol, fiquei ali, diante da TV, até de madrugada.



O que teria dito o Materazzi que, seguindo Zidane a alguns passos de distância, murmurava coisas que não podíamos ouvir (não seria o caso de chamar os meninos da Globo para fazer a leitura labial?) para que o galante rapaz de origem argelina enfurecesse daquele jeito e como um touro selvagem irrompesse com uma cabeçada no peito do italiano...



Começaram a surgir algumas hipóteses: que Materazzi teria chamado Zinedine Zidane de terrorista. Que Materazzi teria chamado a irmã de Zidane de prosituta (certamente não seria este termo politicamente correto mas um sonoro putana, que na língua italiana ecoa com vibrações fantásticas). Até agora ninguém sabe o que realmente aconteceu e Zidane ainda não se pronunciou.



A mídia, no mundo inteiro repercutiu o fato. Título do New York Times : “Uma estrela se quebra, a França declina e a Itália se regozija", qualificando de vergonhoso o último jogo de Zizou quando poderia ter sido um glorioso coroamento.



As mais severas críticas contra o capitão da equipe francesa vêm da Alemanha, país sede do campeonato mundial. Bild, o jornal de maior tiragem, com 12 milhões de leitores, afirma que “Zidane é o responsável pelo aspecto mais sujo do nosso Mundial”. E deplora que ele tenha destruído sua auréola de santo.


Mas o mais grave não se passou no estádio. Nem na cabeça de Zidane. Ele sempre lidou bem com aquilo que o diferençava de um verdadeiro francês. Não cantava a Marseillese, mas beijava a camisa do time quando fazia um gol. O mais grave se passou na cabeça de alguns franceses que engolem o gênio da raça de Zidane no futebol mas não engolem sua raça estrangeira.



Zinedine Zidane nasceu na França, em La Castellane, bairro miserável de Marseille, filho de pais de nacionalidade argelina e etnia kabyle. Os Kabyles são os povos primitivos da Argélia como os Berberes são do Marrocos. Eles foram convertidos pelas guerras santas da islamização e depois colonizados pelos franceses que ficaram quase cem anos na Argélia. Foi preciso uma guerra para tirar os franceses de lá.



Anos depois, no boom da industrialização francesa, os argelinos, assim como tantos ex-colonizados foram para a França trabalhar nas fábricas , nos serviços de higiene pública, como pedreiros, operários, porteiros, etc. enfim aquela mão de obra humilde e mal paga que os franceses não queriam e não precisavam fazer. E ali ficaram, tiveram filhos, os filhos cresceram, tiveram mais filhos, mas a integração com a sociedade francesa resta uma questão não resolvida. A prova: a explosão da revolta dos jovens dos subúrbios há alguns meses.



Zidane, o Zizou, teve sorte. Tinha o gênio nas pernas. Virou um grande jogador, um símbolo da equipe francesa, um orgulho nacional. Mas bastou um erro (lamentável, com certeza) para que esta imagem ruísse.



Quem entrou nos fóruns e chats de debates nos sites dos principais jornais franceses pôde ler frases como esta por exemplo: “Tenho vergonha de ser francês. Zidane nos sujou”. Ou então” : Árabe é isso mesmo; Zidane deveria ter ficado lá onde saiu, queimado carros nas ruas com sua gangue”. E eram muitos os insultos racistas contra aquele que até ontem era herói.


Muitos dirão: mas futebol é isso mesmo! Tem que agüentar! Pelé foi tantas vezes provocado e não reagiu... Mas talvez fosse melhor que tivesse reagido para defender sua raça. Nunca vi Pelé defender publicamente os negros. Mas lembro de uma famosa frase do maior jogador entre todos: “Pelé não tem cor, Pelé não tem raça, Pelé não tem religião”. Pelé é Pelé, uma instituição. Foi assim que ele viveu.



Mas Zidane tem o sangue quente dos povos do deserto. Ele é kabyle. É muçulmano. E coloca honra acima de todo como seus ancestrais.



“Diante do que não podia ser mais do que uma grave agressão, o senhor reagiu como um homem de honra antes de sofrer, sem pestanejar, o veredicto”, escreveu o presidente da Argélia, Abdelaziz Bouteflika, em mensagem enviada hoje a Zidane.



(*) Zélia Leal Adghirni é professora da Faculdade de Comunicação na UNB
Publicado no Blog do Noblat, em 11/07/2006

Acróstico

Página 12, 11/07/2006

CONJETURAL

Por Juan Sasturain

A Z.Z. en el vestuario de Berlín

Z umban las voces en la tarde última.
I talos cantan en la galería
n azi una vez, fascista todavía.
E s en venganza por la estirpe única

d e tus ancestros de daga y túnica.
I nvicto Aníbal, cuya valentía
n o dudó ante una Roma que temía
e n el combate, a la fiereza púnica.

Z ama fue la batalla, y la derrota
i mpuso sus rigores al aciago
d estino de los hombres y la flota.
A la soberbia, magnífica Cartago,
n o la olvidó la gloria. La pelota
e n soledad sueña con vos, el Mago.

12 de jun. de 2006

Taça Jules Rimet

Acá está, que la vengan a buscar

Por Darío Pignotti
Desde San Pablo

Juan Carlos Hernández, argentino y traficante de oro, lleva horas en una comisaría de Río de Janeiro esquivando las preguntas de dos investigadores abocados a develar el robo de la Copa del Mundo Jules Rimet, conquistada en México en 1970 por la selección de Pelé. Uno de ellos, Murilo Miguel, advertido de que no podrán arrancarle la confesión buscada se resigna: “Nosotros –dijo a Página/12 más de dos décadas después– tuvimos que ganar tres campeonatos para quedarnos con la copa y viene un argentino y la derrite”.

Fue en febrero de 1984. El relato lo hizo a Página/12 el propio Murilo, abogado jubilado del Ministerio Público al que sirvió hasta el año 1990. “Juan Carlos Hernández era un tipo muy astuto, muy astuto, fingía no saber nada, pero cuando le dije que para los brasileños era una bofetada que un argentino haya convertido a la copa en lingotes de oro me miró con una sonrisa que todavía recuerdo, para mí fue como una confesión”.

El robo había sido planeado a mediados de 1983 en el bar Santo Cristo, zona portuaria de Río, donde un gerente de banco, Antonio Pereira Alves solía compartir las mesas de pocker y cachaça con un reputado manipulador de cajas fuertes, Antonio Setta. Pereira también frecuentaba la Confederación Brasileña de Fútbol (CBF) donde advirtió que la vidriera donde se exhibía el trofeo era un bocado fácil para un experto como Setta. Setta rechazó el convite. Pero aceptaron José Luiz Vieira, alias “Bigote” y Francisco Rocha, el Barba.

En la noche del 19 de diciembre de 1983 Bigote y Barba ingresaron en la vieja sede de la CBF, maniataron al único guarda y en menos de una hora se hicieron con la esfinge de 49 centímetros de altura. A partir de ese momento, el problema fue qué hacer con la criatura de 1,8 kilogramo de oro. Es cuando entró en escena la joyería de Carlos Hernández, “el mayor vendedor de oro robado de Brasil en esos años”, según Murilo Miguel.

La maldición

Con el inicio del Mundial de Alemania, de donde Brasil pretende retornar con su sexta copa, las historias sobre la Jules Rimet vuelven como un recuerdo amargo. “Es un rito que se repite cada cuatro años, los brasileños nos acordamos de la copa que nunca recuperaremos”, se lamenta el ex investigador Murilo Miguel. Una semana atrás la TV Globo abordó el tema en un programa especial y el cineasta Jota Eme estrenó el film El argentino que derritió la Jules Rimet.

“El argentino Juan Carlos Hernández debe ser el único que está con vida de los cuatro condenados por el robo. Todos terminaron sus días penosamente, pobres, perseguidos y eso hizo que la gente crea que hay una maldición. A mi ver eso es mito y tal vez haya habido quema de archivo con alguno de ellos”, especula el director cinematográfico.

La última vez que la Jules Rimet fue vista en un estadio fue el 21 de junio de 1970, cuando el capitán de la selección brasileña Carlos Alberto inauguró el ritual de besar la presea ante más de 115 mil personas en el Estadio Azteca de México. Para ese entonces, el trofeo ya había cumplido 41 años desde que había sido esculpida a instancias del presidente de la FIFA, el francés Jules Rimet, el mismo que impuso la norma según la cual quien ganara tres veces el título se quedaría con ella definitivamente. Antes de ser fundida en la joyería del argentino Hernández la copa ya había sido escondida por el presidente de la Federación Italiana de Fútboltemeroso de que fuera robada durante la II Guerra y en 1966 fue robada y prontamente hallada por un perro doméstico en Inglaterra.

El director de El argentino que derritió la Jules Rimet, reveló a este diario que quiso armar “una historia sin los tintes nacionalistas que muchos le han dado en Brasil. Para mí el robo es más una comedia que la tragedia con que la pintaron los militares en 1984. Por eso jugamos un poco con la ficción y hasta con el absurdo cuando mostramos a un personaje soñando con una guerra entre Brasil y Argentina, donde también mezclamos guerra de Malvinas y la Copa de 1978”.

“El sentimiento y la identificación de los brasileños con la copa era increíble, y hoy eso se sigue viendo. Y posiblemente gracias a esa pasión nacional la policía comenzó a recibir pistas. Cuando Antonio Setta supo por los diarios que se habían llevado el trofeo delató al gerente de banco Pereira, aquel que le había propuesto dar el golpe en un bar. Setta es uno de los personajes más curiosos de la historia, un ladrón sentimental que, según él mismo contó a la prensa, no quiso entrar en el plan de Pereira por razones sentimentales: la copa le traía recuerdos imborrables como simpatizante y como persona, ya que su hermano había muerto de un paro cardíaco en 1970, viendo la final de la copa por televisión”.

El cineasta Jota Eme discrepa con el investigador Murilo Miguel en varios puntos. Cree que muchas de las confesiones que permitieron al juez condenar a los cuatro acusados en 1998 fueron logradas bajo tortura y que la versión final de los hechos ofrecida por la policía parece un montaje para calmar a la opinión pública que quería ver rodar cabezas. Murilo, en cambio, dice que “delante de mí nadie fue torturado y, en general, creo que los hechos están bien identificados por la investigación”.

La tercera discrepancia entre el autor del film y el ex funcionario del Ministerio Público deja un final abierto. Para Murilo Miguel “no hay ninguna duda de que la Jules Rimet fue convertida en lingotes de oro. Eso además es perfectamente lógico porque ningún ladrón se arriesgaría a permanecer con un objeto de ese tipo en su poder”.

Jota Eme en cambio tiene sus dudas. “Nunca terminé de convencerme de esa historia oficial, siempre me queda la sospecha de que algún coleccionista la compró pagando una fortuna y se la llevó lejos de aquí. Yo no investigué el asunto, pero mi intuición es que la Jules Rimet está enterita y bien lejos de Brasil, tal vez en Europa”.

20 de mai. de 2006

SórRindo

JOSÉ SIMÃO - FSP 20/05/006

Socuerro! A Tucanada tomou Doril e sumiu!

Buemba! Buemba! Macaco Simão Urgente! O esculhambador-geral da República. Direto do País da Piada Pronta!
Peguei a gripe Evo Morales: te deixa totalmente sem gás. E diz que toda vez que o Evo solta um gás, o Lula suja as carça! Rarararará.
E eu tô com pena do Lembo! Tô com pena do Mr. Burns. O PSDB deixou o véinho sozinho na fogueira. A tucanada tomou Doril e SUMIU! Pegaram um avião pra Nova York e sumiram. São aves migratórias.
Por isso que adorei a charge do Manga com o Lembo: "Me lembo com saudades de quando era vice". O Lembo saiu do limbo pra levar no lombo! Avisa pro Lembo que tucano só gosta de duas coisas: jantar e tomar vinho!
E agora é assim: vote no PSDB, eleja o PFL e seja governado pelo PCC! E o Lembo entrou pro PSTU? "Contra burguês, vote 16!" Rarará.
E agora celular é culpado de tudo. Por isso que adorei a charge do Pelicano com o celular falando: "Só falo na presença dos meus advogados". É verdade, hoje peguei meu celular e ele respondeu: "Só falo na presença dos meus advogados". E a grande ironia é que operadora de celular agora vai ter que ter dois sistemas: um pra funcionar e outro pra não funcionar. Aí, dá um pau e funciona no presídio e não funciona aqui fora! Rarará!
E a manchete da Folha: "PM diz que não matou inocentes". Acredito, mas eles saíram atirando até em roupa no varal. Todo mundo é do PCC até prove o contrário!
E a Bolsa Rebelião com as TVs de plasma. Saiu a campanha: "Queime um busão e ganhe uma TV de plasma".
E o vice do Alckmin Picolé de Chuchu? Escolheram o vice errado. Eu achava que só o PT era incompetente. Esse José Jorge foi o ministro do Apagão. Então vai dar uma bela dupla com o Alckmin; O APAGADO E O APAGÃO! Rarará. É mole? É mole, mas sobe. Ou como diz o outro: é mole, mas, se provocar, ressuscita!

4 de mai. de 2006

Tio Sam apóia Morales

Segundo matéria da Folha de São Paulo, a secretária de Estado, Condoleezza Rice, citou o perigo de "demagogos e autoritários" no continente, em discurso em reunião no Conselho das Américas, ontem pela manhã, em washington.
Apoiada no em fatos históricos, a galinha deve ter se lembrado do Côndor, da Operação Côndor, quando os EUA apoiaram "demagogos e autoritários", como Pinochet. São duas palavras caras ao EUA, pois apoiaram ditadores no passado (todas as ditaduras da América Latina), como ainda apóiam no presente, como o regíme sírio. E ninguém é mais demagogo que George W. Bush!
Bastaria citar, para encerrar a questão do apreço Bushiano pela democracia, o apoio hostensivo a Pedro Carmona e asseclas no golpe que derrubou Hugo Chávez por um dia. Um dia, mas o suficiente para fecharem Congresso e a Suprema Corte daquele país. Chavez e Morales podem ser tudo o que dizem seus detratores, mas terão de aprontar muito para se igualarem ao fascínora do Tio Sam.
Evo Morales está coberto de razão, e se não fizesse mais nada em seu governo, já entraria na História pelo simples fato de ter buscado o melhor para seu povo. A desnacionalização dos bens naturais da Bolívia, desde o descobrimento, levou, literalmene, muita riqueza. Levou da Bolívia para outros países, pois o povo continua pobre.
Se a exploração das riquezas nacionais por empresas estrangeiras fossem benéficas, a Bolívia não seria tão pobre, não é mesmo?!
Veja o que fazem as multinacionais trazidas pelo professor Cardoso, enriquecem com serviços caríssimos e mandam os lucros para os países de origem. A Embratel manda seu lucro para a sua sede nos EUA. A telefônica, para a Espanha; o Santander, para a Espanha, para o FHC, em troca de palestras. E assim vai "o teu, o meu, o nosso dinheiro", como diria o ex-ministro do PSDB, Mendonça de Barros, dono da revista Primeira Leitura, e também primeira beneficiada pelas verbas do governo tucano do seu Alckmin.
Viva! Evo viu a uva!

11 de abr. de 2006

Carta Aberta de Sérgio Bermudes

MÁRCIO THOMAS BASTOS

Além da observação serena dos acontecimentos recentes, trinta anos de testemunho da sua conduta impecável, na vida pública e na advocacia, fundamentam a minha certeza de que você se conduziu com toda a propriedade, no episódio que envolveu a quebra do sigilo da conta do caseiro Francenildo Santos Costa, na Caixa Econômica Federal. Também aí, predominaram a sensatez, a prudência, a sabedoria que fizeram de você um líder notável da sua classe, que chefiou com dignidade e desassombro; o advogado que granjeou o respeito e a admiração dos seus colegas pelo modo como desempenhou o mandato, em tantas causas espinhosas; o homem público, que nunca recuou dos seus deveres, responsavelmente cumpridos com reflexão e sem o açodamento de outras pessoas que, ao longo dos tempos, levou ao malogro os propósitos mais elevados.
Para ler toda a carta, clique AQUI.

O Estafeta contra os Pobres

"Pobre, quando chega ao poder, pensa que é outra coisa."
Sabedoria perpetratada pelo cientista social e professor, Fernando Henrique Cardoso, no programa de outro metido a besta, Jô Soares.
Já se dizia que pobre gosta de rico, quem gosta de pobre é cientista social. Pois é, ou é mentira, ou o professor Cardoso não nem nunca foi cientista social. Parece estar mais para estafeta do que para qualquer outra coisa.
A assertiva do memorável proxeneta faz lembrar uma velha lição da direita troglodia: Dar a cada um o que é seu, aos ricos a riqueza, aos pobre a pobreza. Fernando Henrique Cardoso quis dizer que o lugar de pobre é na pobreza, que de riqueza entendo ele.

Sigiloso, mas nem tanto

Basta consultar a página do STF: www.stf.gov.br!
INQUÉRITO Nr.2221 (Sigiloso)
ORIGEM:RR RELATOR: MIN. CEZAR PELUSO
REDATOR PARA ACÓRDÃO: -
AUTOR(A/S)(ES): MINISTÉRIO PÚBLICO FEDERAL
INVEST.(A/S): ROMERO JUCÁ FILHO
ADV.(A/S): ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO E OUTRO(A/S)


Para quem não lembra, Romero Jucá foi Ministro da Previdência do "honesto" governo do PSDB & PFL...
O engrançado nisso tudo, é que a grande imprensa, a imprensa moralista, não publicou nenhum reportagem informando os leitores a respeito das práticas do ex-ministro do professor Cardoso. E depois ficam se perguntando porque, mesmo depois de tanta publicação das malfeitorias do PT, o povo continua votando no Lula.
Para os moralistas de plantão, não dá para entender, mas nem todo mundo é tão burro que não saiba que a mesma imprensa acobertou toda série de crimes praticados nos oito anos da gestão PSDB & PFL.
Lula e o PT são e estão numa merda, mas querer fazer pão com a mistura de bostas do PSDB & PFL já é demais!

6 de abr. de 2006

PSDBistas na Cadeia


Enquanto o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) fazia pose de estadista e chamava a ética do PT de corrupta na capa da revista IstoÉ, uma pequena nota no pé da quinta e última página da seção “A Semana” passava facilmente despercebida até mesmo para os leitores mais atentos. Embaixo de três notas necrológicas, o pequeno texto informava: “Condenados a 11 anos de prisão pela 12ª Vara Federal do Distrito Federal o ex-presidente do Banco do Brasil Paulo César Ximenes e seis ex-diretores dessa instituição. Eles foram acusados de gestão temerária devido a irregularidades em empréstimos feitos à construtora Encol entre 1994 e 1995. Na quarta-feira 1”.
Assim como IstoÉ, a grande imprensa não deu muita bola para o caso. Veja, por exemplo, considerou a condenação de toda uma diretoria do maior banco público do país nada importante e não dedicou uma linha a respeito do assunto.
Os sete condenados formavam a diretoria colegiada do Banco do Brasil entre 1995 e 1998, com Ximenes no comando da instituição. Período que coincide com o primeiro mandato de FHC. Eles foram condenados em primeira instância por nove atos que caracterizam crimes de gestão temerária e de desvio de crédito ao emprestar dinheiro para a construtora Encol, que faliu em seguida e prejudicou milhares de mutuários.
Os acusados foram considerados responsáveis, entre outros crimes, por aceitar certificados de dívida emitidos ilegalmente pela construtora e por prorrogar sistematicamente operações vencidas e não pagas.
Veja e leia a matéria completa aqui.

4 de abr. de 2006

Deu no JB

O professor Cardoso e a mídia financiada pela Nossa Caixa, vivem de apontar o dedo sujo para as sujeiras do PT. Mas tucano, que tem muito bico e pouco cérebro, não se encherga. O Jornal do Brasil desta terça, 04/04/06, põe a mão no rabo dos tucanos.

Ministros que caíram durante o governo FH


Eliseu Padilha
Denúncia: 8 de março de 2001. O ex-ministro de Fernando Henrique só caiu em 24 de outubro, mais de sete meses depois. Padilha foi acusado de envolvimento com esquema de remessas de recursos ilegais ao exterior. À época, as investigações assinalavam que o ex-ministro dos Transportes tinha informações sobre o pagamento de dívidas judiciais do Departamento Nacional de Estradas de Rodagem (DNER) pelo menos desde 1997.

Élcio Álvares

Denúncia: em 12 outubro de 1999 apareceram indícios de envolvimento com o crime organizado. Élcio deixou o governo em 19 de janeiro de 2000. O ex-ministro da Defesa foi acusado de encobrir traficantes no Espírito Santo.


Mauro Gandra

Denúncia: As transcrições dos grampos teriam sido descobertas por FH em 9 de novembro de 1995 e o ministro da Aeronáutica se demitiu no dia 19 de novembro. O ex-presidente do Incra Francisco Graziano teria ordenado grampo telefônico, que acabou flagrando o então embaixador Júlio César dos Santos ao arquitetar a escolha da empresa que forneceria os equipamentos do projeto Sivam. Na gravação ele cita o nome de Gandra. O embaixador também foi afastado.

Mendonça de Barros

Denúncia: Os grampos teriam sido feitos no dia 28 de julho de 1998, mas a crise só foi deflagrada em 8 de novembro. Mendonça pediu demissão no dia 21, 13 dias depois do início da crise. Durante a privatização da Telebrás, grampos no BNDES flagraram conversas de Mendonça de Barros, então ministro das Comunicações, e o ex-presidente do BNDES André Lara Resende. Na gravação eles articulavam o apoio da Previ para beneficiar o consórcio do banco Opportunity, que tinha como um dos donos o economista Pérsio Arida, amigo de Mendonça de Barros e de Lara Resende. Até FH entrou na história. À época, especulou-se que o ex-presidente teria autorizado o uso de seu nome para pressionar o fundo de pensão.