16 de mar. de 2010

Um Rio Grande de Bagres

RS? rsrsrsrsrsrsrgs!!

1) O Rio Grande do Sul é controlado por um monopólio chamado Grupo RBS, que detém 80% do mercado de mídias;
2) O Rio Grande do Sul, com exceção do Governo Olívio, foi sempre governado por pessoas muito próximas ao Grupo RBS. Isto é, fora da esquerda, que o Instituto Millenium quer extirpar do mundo, à foice, se for necessário;
3) O Rio Grande do Sul é um Estado que fornece mais generais que intelectuais, o que pode explicar porque Pinochet é mais popular no RS, inclusive mais que Lula, que no Chile;
4) O Rio Grande do Sul apoiou a Ditadura, desde Zero Hora até o bispo Dom Vicente Scherer;
5) O Rio Grande do Sul é o Estado onde a mídia local, na cobertura da corrupção, foi sempre "furada" pela Folha de São Paulo;
6) O Rio Grande do Sul é o Estado onde, para ser Secretário de Cultura, basta andar a cavalo, literalmente;
7) O Rio Grande do Sul é o Estado menos lembrado nos discursos moralistas de Pedro Simon no Senado Federal;
8) O Rio Grande do Sul é o Estado onde os professores em início de carreira tem o pior salário da categoria do país;
9) O Rio Grande do Sul deve ser o único lugar do mundo onde "déficit zero" é oração, mesmo que para tanto tenha deixado milhares de alunos em contêiners;
10) O Rio Grande do Sul é o Estado onde se sabe tudo e de tudo se quer saber a respeito de Hugo Chávez e nada se sabe sobre, e nem quer saber, a administração de sua Capital, Porto Alegre.

O Rio Grande do Sul é um Estado, e isso me causa mal-estar, em mau estado.

A Dita do Millenium

O que Zero Hora, Folha de São Paulo e Globo têm em comum? Não sabe?
São todos frutos colaterais da Ditadura. Descubra a data de nascimento destes grupos e vais entender a participação que tiveram no golpe e na legitimação da tortura e morte da "esquerda". Anote esta palavra, mas esconda da vista deles.

Falsos Democratas do Instituto Millenium

Falsos por que nunca foram nem serão democratas, como prova a própria criação do Instituto Millenium. Ao mesmo tempo que homenageiam Café Millenium, famoso prostíbulo de São Paulo, o Instituto é também uma espécie de OBAN do século XXI. Ao invés da Folha emprestar furgões para transportar clandestinamente presos, agora ela dá abrigo a teses caras a torturadores. Para os conspiradores e direitistas atuais, a Folha é mais útil fabricando uma ficha falsa da Dilma ou mesmo tentando vender a ditadura por Ditabranda do que emprestando veículos.
A pergunta que não quer calar: - Com quantos Cidadão Boilesen conta o Instituto Millenium?

Ditabranda
Com certeza, não foi mera coincidência que o crescimento destes grupos se deu com a ditadura. E é tudo tão óbvio que a Folha até acha que tudo não passou de uma ditabranda...
Eis um tira gosto de quão brando foi o "regime" que Folha, Zero Hora e Globo patrocinaram:
Ditadura ou ditabranda?Ditadura ou ditabranda?

Mário, que Mário?
A Folha até escalou um tal de Mário Magalhães (seria parente de Magalhães Pinto ou Antônio Carlos Magalhães, vulgo ACM?!) para reescrever a História. No endereço eletrônico http://www1.folha.uol.com.br/folha/80anos/tempos_cruciais-02.shtml vais encontrar a prova de que mentira tem perna curta.
Como tem Pulha nesta Folha!Como tem Pulha nesta Folha!
O tal Mário (que Mário?) admite que a "Folha apoiou o regime de 64". Ao chamar ditadura de "regime" já dá para se ter uma idéia do caráter do sabujo. Mas ele não para por aí. A descrição continua com uma adversativa, como quem confessa o crime, "mas se engajou na redemocratização nos anos 70"
Até as paredes do DOI-CODI sabe que a Folha emprestou seus furgões de entregar jornal para a polícia conduzir clandestinamente aqueles que se atreviam em exercer algo que o Instituto Millenium pensa ser de sua exclusividade como se fosse direito autoral: "liberdade de expressão". Não foi mero acaso que a população, consciente do papel dantesco a que se prestava o grupo Folha da Manhã, passou a usar seu "direito autoral" de atear fogo nos "barcos de Caronte" da Folha.
O texto do mequetrefe está ilustrado com uma foto de um dos carros incendiados. Mas ele não explica a existência daquela fato, sequer informa que se trata de um dos carros da Folha queimados. Aquele carro é o Guernica do Grupo Folha...
Se observarem bem, a data da foto, que pertence ao Banco de Imagens da Folha, é 22/09/1971. Contudo, que estória conta o colonista? "Na manhã do dia 16 de setembro de 1977, os leitores da Folha receberam o jornal com uma longa coluna em branco". O que faz uma foto de setembro de 71 ilustrando um episódio que teria ocorrido em 77?

A Guerra dos Seis Anos
Apenas seis anos dividem a data da foto com o carro queimado com a data da coluna em branco do Lourenço Diaféria. O que são seis anos afinal? Em 2000 a Folha era a favor do Governo. Em 2006, ficou contra? O que mudou? Por que mudou? Em 2000 tinha um Governo que vendeu o Brasil aos Sirotskys, Marinhos, Frias e Mesquitas (CRT, Vale, Petrobrax, etc) e demais financiadores do Instituto Millenium. Em 2006 outro Governo vende o Brasil, metaforicamente, para o mundo. Por mais que a mídia tenha tentado manipular as eleições de 2006, o povo, que não é bobo, conquistou a alforria.
Hoje o Brasil é player mundial, o mais confiavel para mediar conflitos milenares do Oriente Médio. Disso o Instituto Millenium não gosta, e por isso não fala.

MAS
E mais bobagens segue pelo texto, como a de que "a Folha apoiou a deposição de Goulart, mas não participou de nenhuma conspiração". Entendeu? O que faz esse mas que teima em juntar cacos inseparáveis?
É, está difícil. Não se preocupe, vai ficar pior, pois a tarefa inglória coube ao Mário, coitado. Aliás, outra ilustração traz a seguinte besteira: "Tanques em rua do Rio de Janeiro após o movimento de 64". Aí fico sem saber se "movimento" se refere aos tanques ou ao regime...
Ditaddura virou "regime", e o golpe foi apenas um "movimento"... Um movimento da natureza, como um tsunami, um terremoto, sem causa aparente, talvez provocado por pessoas que hoje criam o Instituto Millenium para mudar o "regime" com um simples "movimento".

A Farsa dos Farsantes
E a história se repete como farsa. Lá pelas tantas da beatificação aparece mais uma confissão: "A Folha apoiou a deposição de Goulart porque considerou ter havido esquerdização do governo."
Lembra o que disse um ilustre sabujo do Instituto Millenium, Arnaldo Jabor: "- a esquerda não deveria mais existir".
Deu pra entender ou ainda precisa que desenhe. Para os energúmenos do Instituto Millenium, democracia é aquela onde não existe esquerda. Eles querem matar, literalmente, a saudade daquele "movimento" implantando um novo "regime" sem esquerdas. Para isso trouxeram Cisneros e a RCTV, por que o Pedro Carmona brasileiro eles arrumam, e, no momento, se chama José Serra.

13 de mar. de 2010

Falsa Democrata

Zero Hora veste a camisa de Falsa Democrata![/caption]

As vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”, Luis Fernando Veríssimo


O que disse Lula em seu discurso na Conferencia Nacional da Cultura, na quinta-feira (11) a respeito dos editoriais dos jornais:
Vocês prestem atenção, se vocês são como eu que não gostam de ler notícia ruim, vocês prestem atenção no noticiário, porque política e eleição também são cultura. Sobretudo o resultado. Prestem muita atenção daqui para frente. Leiam os editoriais dos jornais, que a gente pensa que só o dono lê. Às vezes, é bom ler para a gente ver o comportamento de alguns falsos democratas que dizem que são democratas, mas que agem querendo que o editorial deles fosse a única voz pensante no mundo”.

Lula pediu, provavelmente tendo em vista a constante diminuição de leitores, que lêssemos os editorais. Veja bem, ele não disse para não ler. Pelo contrário, ele quer que saibamos como pensam os que escrevem editoriais para ver se possamos entender o novo conceito de democracia.

Ora, a Zero Hora não se fez de rogada, vestiu a carapuça e fez novo editorial atacando a postura de Lula. Não só vestiu. Deu atestado e assinou. Leia e surpreenda com os novos conceitos de democracia e liberdade de expressão da única voz pensante do RS. A manisfestação do Presidente foi considerada como "ataque". Não é inacreditável? A RBS de modo geral, e Zero Hora em particular, especializaram-se em atacar Lula e defenderem Yeda, tacha uma simples constatação como sendo um ataque. Cadê meus sais, senão também terei um ataque. De fúria!
13 de março de 2010 | N° 16273

FALSOS DEMOCRATAS


Na mesma semana em que foi criticado por declarações sobre a morte de um dissidente cubano, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva atacou de forma enfática o noticiário dos jornais, especialmente os editoriais, argumentando que estes textos são escritos por “falsos democratas”, com a pretensão de ser a “única voz pensante do mundo”. Feitas quinta-feira à noite, em Brasília, durante a 2ª Conferência Nacional de Cultura, as manifestações ganharam destaque na mídia eletrônica e devem ser reproduzidas pelos mesmos veículos impressos operados por profissionais como os que foram transformados em alvo de ataque. Democracia, como o presidente deveria saber, pela sua singular trajetória como homem público, não tem como abrir mão de aspectos como o direito de criticar e de ser criticado.


Um dos pressupostos do jornalismo nos países livres é justamente o sintetizado pelo jornalista C. P. Scott, que por mais de meio século dirigiu o conceituado jornal britânico The Guardian: “Os comentários são livres, mas os fatos são sagrados”. Isso significa que, nos países democráticos, a informação precisa ser fiel aos fatos, particularmente no caso de órgãos de imprensa interessados em garantir a fidelidade de seu público. Se há desvios, e eles existem, esta é uma questão a ser devidamente levada em conta por quem busca informação de qualidade e, quando for o caso, a ser avaliada e punida por instituições às quais cabe zelar pela verdade. Os comentários – ou as opiniões –, porém, são livres, desde que circunscritos a regras mínimas de civilidade, sem recorrer a insultos.


Seja qual for o caso, uma democracia precisará assegurar sempre o direito à livre manifestação e o de defesa a quem for efetivamente prejudicado. O inadmissível – e é lamentável que o primeiro mandatário do país fomente esta possibilidade – é se partir para o ataque ao direito à livre manifestação de opiniões. O presidente da República pode ter esquecido, mas sabe, desde o tempo de sindicalista, que fatos são fatos – não há como contestá-los. Opi- niões, porém, como as dos editoriais, refletindo o pensamento de empresários de comunicação, dependem de quem as expressa. Raramente, portanto, são coincidentes, o que não constitui razão para serem rechaçadas. Uma democracia costuma funcionar justamente com base nos consensos possíveis a partir de diferentes visões sobre uma determinada questão.


Obviamente, há situações nas quais algumas opiniões têm mais chances de se sobreporem a outras. O próprio poder público se vale disso, criando eventos diários que se transformam em palanque para discursos ou mesmo recorrendo a redes nacionais para transmitir um determinado recado. Não é devido a excessos ou a deformações na manifestação de opiniões, porém, que se deva simplesmente suprimi-las ou intimidá-las, atribuindo-as a “falsos democratas”.


Seja qual for o caso, uma democracia precisará assegurar sempre o direito à livre manifestação e o de defesa a quem for efetivamente prejudicado.




O mundo mudou, Zero Hora não
Zero Hora apoiou a DitaduraZero Hora apoiou a ditadura e isso não há editorial que apague. Então, quem é falso democrata?
Em 2002, quando publiquei alguns artigos no Observatório da Imprensa, até ser despejado em cumprimento de ordem direta de Nelson Sirotsky a Alberto Dines, por telefone, a Zero Hora partiu para o ataque. Devido às denúncias que fazia no Blog que tinha na época e no Observatório, a RBS chegou a solicitar investigação ao ex-Secretário de Segurança Pública, no tempo de um outro ex-funcionário dos Sirotsky. Fui fotografado na saída do trabalho e próximo de minha cada. Minha sorte foi ter amigos que trabalhavam no setor de inteligência da Polícia gaúcha.

Fiquem com uma amostra grátis do tipo de democracia que a RBS adora e pratica. O editorial da Zero Hora é de 28/04/2002. Como se vê, o mundo mudou, os Sirotsky não!

A construção de uma calúnia

Uma sucessão de mal-entendidos e de atos de má-fé levou na última semana o jornalista Ricardo Boechat, responsável pela coluna Informe JB, no Jornal do Brasil, a cometer um equívoco danoso à imagem da RBS. Na sua coluna do dia 19 último, Boechat divulgou uma nota sob o título “Grande furo”, com a informação de que a RBS TV havia sido condenada a indenizar o governo gaúcho em R$ 1 milhão por ter feito um acordo com assaltantes para libertarem reféns apenas quando a emissora pudesse cobrir o acontecimento ao vivo. Tudo é falso nessa notícia: a RBS não fez acordo com os seqüestradores, não foi julgada e muito menos condenada. O próprio colunista reconheceu o erro em nova nota publicada na edição do dia 24 passado, no mesmo JB, sob o título “Sem condenação”. (Veja a íntegra das duas notas nesta página.)

Porém, mesmo com o desmentido formal, algumas pessoas mal-intencionadas e outras desavisadas continuaram a repassar a primeira informação via internet ou a utilizá-la em pronunciamentos públicos. Até mesmo um antigo comunicador da praça, conhecido por seu temperamento rancoroso, passou a fazer proselitismo ético a partir da informação falsa. A RBS, evidentemente, está adotando as medidas judiciais cabíveis contra os detratores , mas, em respeito ao seu público e aos seus colaboradores, utiliza este espaço editorial para contar em detalhes a origem e a construção desta calúnia.

Tudo começou no dia 17 de dezembro de 2000, quando três assaltantes invadiram uma residência no bairro Cristal, em Porto Alegre. Dois dos criminosos foram surpreendidos pela polícia dentro da casa e mantiveram uma família refém por cerca de três horas. Durante a negociação para a rendição, os assaltantes exigiram a presença da imprensa e a transmissão ao vivo da televisão. No caso da RBS TV, seria impossível atender tal pedido por dois motivos: o manual de ética da empresa proíbe expressamente qualquer acordo ou submissão a chantagens impostas por delinqüentes e, naquele momento, estava no ar uma programação em rede nacional. Por isso, uma equipe de reportagem deslocou-se imediatamente para o local a fim de fazer a cobertura para o programa Teledomingo, produção local que entraria no ar um pouco mais tarde. Os assaltantes ficaram nervosos e a situação se prolongou até uma das reféns entrar no ar em entrevista por telefone. Não houve qualquer tipo de ingerência dos profissionais da RBS na continuação ou no desfecho do assalto.

O relato deste episódio nos autos do processo, pelo depoimento dos réus e das vítimas, levou o juiz relator a concluir equivocadamente que a RBS TV havia solicitado aos assaltantes o prolongamento do seqüestro até que fosse possível colocá-lo no ar. O absurdo acabou sendo potencializado pelo voto subjetivo e preconceituoso do magistrado contra a imprensa, mais especificamente contra a RBS.

Ao tomar conhecimento da peça processual, um já identificado servidor público que promove delirantes e obsessivos ataques à RBS encaminhou um artigo confuso a um site especializado em imprensa, originando-se daí as mensagens via internet que estão sendo distribuídas por algumas pessoas. O artigo chamou a atenção da produção do colunista Ricardo Boechat, que acabou sendo induzido ao erro pelo insidioso informante. Logo que constatou o equívoco, porém, o jornalista do JB tratou de se redimir, desculpou-se com a RBS e publicou a nota esclarecedora que, infelizmente, algumas pessoas insistem em desconhecer, ficando com a primeira versão absolutamente inverídica.

Como alguns leitores, ouvintes e telespectadores dos nossos veículos foram atingidos por esta corrente de maledicências, estamos repondo a verdade: a RBS não cometeu qualquer deslize neste episódio, não faz acordo com delinqüentes, não foi julgada e muito menos condenada. O esclarecimento se faz necessário porque uma mentira multiplicada pela internet, que dá poderes incontroláveis a anônimos e irresponsáveis, acaba confundindo a opinião pública. Além disso, o caso é exemplar no momento em que espertalhões procuram desacreditar os veículos de comunicação com o indisfarçável propósito de impor suas idéias e interesses sem a vigilância da sociedade.

Minha resposta ao editorial saiu no Observatório da Imprensa de primeiro de maio de 2002, com o título Parcas, mas não muito, onde concluo:

O equívoco do editorial está em atribuir ao juiz relator conclusão equivocada. Se equívoco houve, foi das vítimas, senão vejamos o depoimento da vítima Alexandre Paz Garcia, transcrito nos autos:

"... mas daí ficou acertado que demoraria um pouquinho para já aproveitar e aparecer do ‘Teledomingo’, que eles falaram: ‘Então ao invés da gente mandar uma equipe agora, a gente segura um pouquinho, manda que já aparece ao vivo no ‘Teledomingo’.

Complemente com o depoimento de outra vítima, Luciane Petrolli, que consta das peças processuais: "A demora se deu porque estava no ar o ‘Sai de baixo’ e eles queriam esperar até o ‘Teledomingo’ para botar no ar."

No editorial, a RBS conta o milagre mas não entrega o santo. "Ao tomar conhecimento da peça processual, um já identificado servidor público que promove delirantes e obsessivos ataques à RBS encaminhou um artigo confuso a um site especializado em imprensa, originando-se daí as mensagens via internet que estão sendo distribuídas por algumas pessoas. O artigo chamou a atenção da produção do colunista Ricardo Boechat, que acabou sendo induzido ao erro pelo insidioso informante."

Sobrou também para "um antigo comunicador da praça, conhecido por seu temperamento rancoroso" que "passou a fazer proselitismo ético a partir da informação falsa". Suspeito de que o editorialista esteja falando de Flávio Alcaraz Gomes, e a informação "falsa" é a que consta da Apelação Criminal nº 70 002 658 870, julgada na 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça gaúcho.

A estratégia de desqualificar o autor das denúncias, para se defender, também foi usada por dois ex-presidentes do Senado, antes de renunciarem.

Para encerrar, sugiro que o Observatório da Imprensa passe a identificar melhor seus articulistas. Quem sabe acrescentando alguns dados pessoais, como endereço, telefone, atestado de bons antecedentes, laudo psicológico, e-mail, cor dos olhos, a fim de que a RBS possa "identificar" o "servidor público" delirante, obsessivo e insidioso. Afinal, trata-se de um ser nocivo aos bons costumes jornalísticos praticado pelo coronelismo eletrônico.

Camões ficaria espantado com a dificuldade da RBS em lidar com a mudança do mundo.

Mudam-se os tempos, mudam-se as vontades,
Muda-se o ser, muda-se a confiança;
Todo o mundo é composto de mudança,
Tomando sempre novas qualidades.
Continuamente vemos novidades,
Diferentes em tudo da esperança;
Do mal ficam as mágoas na lembrança,
E do bem, se algum houve, as saudades.


O tempo cobre o chão de verde manto,
Que já foi coberto de neve fria,
E em mim converte em choro o doce canto.


E, afora este mudar-se cada dia,
Outra mudança faz de mor espanto:
Que não se muda já como soía.

Descarga na Privada

Teles - Sede Própria
O ranking das piores empresas privadas do Brasil.
É, privada é privada. Então? Descarga nelas!
Agora procure reportagens sobre os serviços nos grandes veículos da chamada "grande imprensa". Encontrou? Pois é, agora procure saber quanto tais empresas gastam em marketing na "grande imprensa". Entendeu. Espaço comprado, tanquilidade garantida. E pois querem se arvorar em defensores da liberdade de imprensa. Eles querem é liberdade de empresa!
O ranking fica, entre as teles, por percentual de não atendimento:

1º – Oi Celular: 70,27% (449 não atendidas de 639 queixas)
2º – Tim celular: 52,61% (585 de 1112)
3º – NET: 41,79% (168 de 402)
4º – Claro: 38,74% (351 de 906)
5º – Vivo: 32,92% (132 de 401)
6º – Telefônica: 28,53% (4.376 de 15.337)
7º – Embratel: 14,96% (104 de 695)

Entre os fornecedores, o ranking tem:

1º – Mitsubishi/Aiko: 90% (81 não atendidas de 90 queixas)
2º – Motorola: 40,33% (73 de 181)
3º – Semp Toshiba: 39% (39 de 100)
4º – Positivo Informática: 21,55% (39 de 181)
5º – Samsung: 20,31% (65 de 320)
6º – LG Eletronics: 18,64% (33 de 177)
7º – Nokia do Brasil: 16,09% (74 de 460)
8º – HP Brasil: 13,21% (7 de 53)
9º – Sony Ericsson: 7,45% (96 de 1288)

Se quisres saber mais como atuam as privadas, consulte aqui.

Deu no Viomundo


Ex-funcionário da Globo, editor do Jornal Nacional, Marco Aurélio Mello conta como José Carlos Blat atua a serviço da Globo em troca de favores. Como se pode ver, reporcagens do PIG sempre têm bandidos nas duas pontas.

Mello: A gravação de Blat que a Globo escondeu

Atualizado em 12 de março de 2010 às 21:25 | Publicado em 12 de março de 2010 às 21:20

por Marco Aurélio Mello, em seu blog

Da série ficção, a preferida dos internautas. Digamos que no início dos anos 2000 eu tivesse sido procurado por um renomado advogado criminalista de São Paulo. Digamos que ele me considerasse um interlocutor confiável a ponto de me contar alguma coisa e tentar obter de mim, em troca, alguma informação. Digamos que este renomado advogado criminalista estivesse defendendo um político polêmico que, ainda que assim o fosse, tivesse na letra morta da lei o direito de ampla defesa. Digamos também que, na conversa, ele tenha relatado que o promotor tinha feito um acordo espúrio com a Corte do Cosme Velho, para solapar a carreira política da tal personalidade polêmica. Para sustentar as suspeitas, tivesse me revelado que tal promotor teria se enriquecido ilicitamente e que era alvo de uma discreta investigação por um dos órgãos do Governo à época. Digamos, ainda, que a emissora tivesse tido acesso a material gravado por um de seus produtores especiais que comprovava a prática de crime pelo promotor, mas que teria feito acordo com ele para não divulgar a gravação em horário nobre, como fora o primeiro impulso. Para encurtar a história, digamos que tenham me perguntado se eu conhecia a existência da gravação. Teria respondido que sim. Digamos que ele tivesse me perguntado se eu conhecia o teor. Teria dito que não. E digamos, por último, que ele tenha me perguntado se eu seria capaz de localizar tal material e tomar conhecimento da denúncia. Disse que não, porque a fita jazia sobre a mesa de um importante jornalista da emissora e não podia ser subtraída de lá, sem que ninguém percebesse. Digamos que o promotor esteja na ativa até hoje, refém das organizações que o protegem, em troca de proteção e factóides eventuais, distribuídos, primeiro, a uma revista semanal de esgoto e repercutido em rede nacional no principal telejornal da emissora. Digamos que algum internauta viesse a me perguntar se isso acontece até hoje. Aí tenho que tergiversar: Nego, com veemência!

Deu no Luis Nassif

Bancoop: raio x de uma armação midiática
Por Alan Souza

Nassif, falando em escandalização da mídia: o juiz de direito Carlos Eduardo Lora Franco negou os pedidos do promotor José Carlos Blat. A decisão do juiz é simplesmente demolidora para o promotor e a Veja. Ressalva que as afirmações do promotor nem sequer são comprovadas por documentos nos autos. Aí vai o link: http://migre.me/nP9Q.

Comentário (do Luis Nassif)

Não sei se houve dolo ou não no Bancoop. As informações até agora divulgadas são insuficientes para dar consistência à acusação. Mas a sentença do juiz, negando o bloqueio de contas da Bancoop é o mais contundente documento até agora divulgado sobre as armações jornalísticas, em cumplicidade com promotores, visando criar fatos políticos sem evidências nos autos. Uma aula desnudando as formas de manipulação de inquéritos.

Confira-se que todo esse alarido foi manipulado, sem necessidade de apresentar provas (que não existem nos autos, segundo o juiz), por um promotor de atuação suspeita, há muitos anos, que sendo membro de um grupo de combate ao crime organizado, tornou-se sócio do filho de um bicheiro e inquilino de outro bicheiro – conforme reportagens que constavam dos próximos veículos que, agora, montaram essa cena.

Imprensa Blat Blat Blat

Os jornalistas do PIG em geral e da RBS em particular, não usam tinta para escrever. A constatação fica cada vez mais evidente pelo mau cheiro que exala das redações.
Por falta de tinta, os jornalistas destes grupos enfiam a caneta no cu para escrever. Isso não é só mau jornalismo, isso atenta contra a saúde pública.
Não bastasse termos água do DMAE com coliformes fecais, agora temos um jornalismo com quantidades assustadoras de merda boiando pelas páginas?!

É sempre o mesmo blá, blá, blá
Começa com um falso dossiê na privada da VEJA. O troço desce pelos canos e logo abaixo já tem as organizações globo captando os tocos. É ou não é o fundo da latrina. A RBS já tinha dado indícios de que andava no lixo. Duvidam, então leiam esta matéria do Cloaca News!

Blat Blat Blat da hora
A revista VEJA, manjadíssima depois do Boimate, se especializou em lançar factóides contra a esquerda em geral, e o PT em particular. Já expeliu fezes e misturou com dólares cubanos, FARC, contas no exterior, e tudo o mais da cartilha encomendada pelo setor de contra informações da CIA. No último fim de semana resolveu ressuscitar uma chantagem antiga de um grupo de São Paulo que atua abaixo do nível do esgoto, sob a batuta de José Serra. Com a manchete "A Casa do PT caiu", a revista faz reporcagem encomendada tentando ressuscitar uma suposta irregularidade na Bancoop, ligada ao sindicato dos bancários de São Paulo. Aquelas marmotas de consultório, que só leem Veja & Caras não devem ter notado.

Capas da Veja
A Veja dedica capa ao tesoureiro do PT, numa suposição já descartada pela Justiça. Mas Veja passa batido com a baixaria do Distrito Federal. Cadê Arruda nas capas da Veja?
Yeda Crusius passa por um tsunami de escândalos aqui no RS. E, veja só, o panfleto dos Civita não a reconhece.
Veja alcovita parceiros de crime, igual traficantes. Os principais envolvidos em corrupção não merecem espaço na VEJA. Conclusão, VEJA, para proteger corruptos, ataca honestos.
Ah, onde mais isso poderia acontecer mais um factóide se não seria na terra do José Serra. Aliás, o tipo de factóide tem a ver com várias outros nascidos na mesma pocilga do PSDB?
Rapidamente as páginas peçonhentas da VEJA foram repercutidas na Globo, Folha, Estadão & RBS. Do alto de suas canetas mal cheirosas, como diria o guro dos mal cheirosos, Boris Casoy, levantaram as mais graves suspeitas contra o PT. É sempre assim, se algo aparece com alguém de esquerda, o PT baila. Se for do DEM, PSDB ou PMDB sequer aparece o partido.

Um cocô chamado RBS

Uma empresa de merda!Uma empresa de merda!

A RBS replicou a mesma porcaria em todos seus veículos, blogs e o escambau. Veja alguns exemplos:
Genesis) Plantão de Zero Hora em 06/03/2010: MP investiga transações bancárias entre Bancoop e PT
1) em 07/03/2010, Zero Hora publicou: MP apura desvio Note que de repente a palavra predileta da RBS nestes tempos de Yeda Crusius desapareceu: suposto...
2) no dia 08/03/2010, depois de toda a repercusão e ainda na rubrica "Desvio de verba", Zero Hora mantém-se no ataque: PT contesta as denúncias do MP E na mesma matéria coloca mais "jornalismo isento e imparcial": Tucanos pretendem ouvir Vaccari em CPI - e de fato, depois de engavetar centenas de CPI a Assembléia Legislativa de São Paulo resolve abrir uma CPI, a do Blat, Blat, Blat.
3) em 09/03/2010, as vacas do Canal Rural mugiram: Bancoop é suspeita de fazer doações ilegais para o PT
4) Rosane de Oliveira, editora de política da RBS, dormiu com o ventilador ligado e, no dia 085/03/2010, cagou: Lama no ventilador
5) Diário Catarinense:
5.1) em 09/03/2010 - Promotor calcula em R$ 100 milhões desvio na Bancoop
5.2) em 10/03/2010 continuou: Tesoureiro é descartado
E, para concluir, o vaso sanitário que margeia o Arroio Dilúvio, na rubrica "CASO BANCOOP", hoje defeca: Cooperativa também atrasou imóvel de Lula.
E já mais não digo a respeito da RBS porque não sou vira-bosta e meu estômago começa a embrulhar.

Sátiro, um antído ao estrume da RBS!Sátiro, um antído ao estrume da RBS!

Blog Luis Nassif
Hoje, 12/03/2010, veja o que publica o blog de Luis Nassif: Juiz nega bloqueio de contas do Bancoop
E compare com a pocilga da Globo: Justiça nega bloqueio de contas da Bancoop e quebra de sigilo de petista
Note que mesmo publicando a decisão, a Globo continua insistindo, com quem diz, não basta entrar na lama, tem que se lambuzar.
É essa máfia que nos quer ensinar, através do Instituto Millenium o que é liberdade de expressão, ética, jornalismo.
Aliás! - Por que não vão tomar no CÚ!

OBS. Quer saber mais sobre a RBS, veja aqui e aqui.

COMO DIZ O AZENHA, do VIOMUNDO
Tudo de novo, igualzinho a 2006

Atualizado e Publicado em 11 de março de 2010 às 21:01

por Luiz Carlos Azenha

Nem para criar um novo jeito de fazer campanha o PSDB/DEM, em consórcio com Globo/Folha/Estadão/Veja, servem.

O modelito é idêntico ao de 2006: uma denúncia requentada, de um promotor "amigo", sai na capa da revista Veja. A Globo repercute no Jornal Nacional de sábado. Os jornalões correm atrás de "novidades" e produzem reportagens repletas de "supostos" e factóides, como o triplex do presidente Lula anunciado hoje com destaque no Jornal Nacional.

De novo, este ano, apenas o local da CPI: não será no Congresso Nacional, mas na Assembléia Legislativa de São Paulo. O objetivo é produzir "fatos" para alimentar a mídia e manter o assunto aceso durante a campanha eleitoral. Trabalho que será complementado pela CPI que investigará o MST em Brasília.

O objetivo é evitar que a candidata Dilma Rousseff cresça nas pesquisas eleitorais, especialmente em São Paulo e no Sudeste, revivendo o fantasma do PT como partido assassino, terrorista e bandido. Garantir a Serra, se de fato ele concorrer, os 70% dos votos paulistas sem os quais ele não tem qualquer chance de vitória.

Funciona? Pode até ser, como quase funcionou em 2006. Não deixa de ser revelador da falta de ideia e de projetos da oposição. E dos recursos à disposição do governador José Serra: uma campanha baseada na propaganda e nos assassinatos de reputação, tocados por mistificadores da estirpe de Reinaldo Azevedo, Otavinho Frias, Ali Kamel, Demétrio Magnoli e grande elenco.

Dá preguiça até de assistir.

10 de mar. de 2010

Globo escraviza liberdade de expressão!

Deu no vermelho.org

Anúncio censurado por O GLOBO!Anúncio censurado por O GLOBO!

O Globo inviabiliza anúncio sobre cotas e sofre ação na Justiça
Ativistas sociais e intelectuais do Rio de Janeiro protocolaram nesta segunda (8) uma representação contra o jornal O Globo no Ministério Público daquele Estado. Eles acusam a publicação de agir contra a liberdade de expressão ao inviabilizar um anúncio de um manifesto do movimento nacional Afirme-se!, favorável as políticas de ação afirmativa e das cotas raciais.
Segundo a ação há fortes indícios de “práticas infrativas à liberdade de expressão e ao direito à informação”. Para publicar o manifesto (figura ao lado), que no último dia 3 circulou em uma página em outros jornais nacionais, O Globo apresentou à Agência Propeg uma tabela no valor de R$ 54.163,20, mas após ter acesso ao conteúdo estipulou o valor em R$ 712.608,00.

“A alegação de O Globo para tal alteração foi expressa nos seguintes termos: o anúncio foi analisado pela diretoria e ficou definido que será Expressão de Opinião, pois, o seu conteúdo levou a esta decisão”, diz o conteúdo da ação.

Segundo a representação, o valor cobrado inicialmente estava dentro da realidade do mercado. Pelo mesmo anúncio, por exemplo, o jornal Folha de S.Paulo cobrou R$ 38.160,00 e o Estado de S.Paulo R$ 37.607,23.

“Deve ser dito que, dos jornais mencionados, a Folha de S. Paulo, O Estado de S. Paulo e O Globo competem, no mercado editorial, em distribuição, circulação e influência nacionais. Em termos de linha editorial, esses três veículos são, nitidamente, contrários às cotas e às políticas de ação afirmativa. No entanto, diferentemente de O Globo, todos os demais aceitaram publicar o Manifesto, custeado pela sociedade civil por um preço comercialmente realista”, diz o documento.

A Campanha

O principal objetivo da campanha Afirme-se foi sensibilizar os ministros do Supremo Tribunal federal (STF) para a justeza e constitucionalidade das políticas de ação afirmativa já existentes, a favor de indígenas e afrodescendentes. A principal delas são as cotas em universidades, a regularização de terras dos remanescentes dos quilombos e programas especiais dos ministérios das Relações Exteriores e reforma Agrária.

Diz a representação que no Brasil a adoção de tais práticas, “implementadas timidamente há menos de uma década, vem sofrendo ataques poderosos de setores da grande mídia.

“Há uma verdadeira campanha que objetiva duas coisas: 1) extinguir, vetar, destruir as poucas iniciativas institucionais de ação afirmativa já existentes; 2) impedir, bloquear, derrotar qualquer possibilidade de implantação ou criação de novos instrumentos legais e institucionais de ação afirmativa.”

A representação é assinada pelos professores Alexandre do Nascimento, Rodrigo Guerón e pelo advogado André Magalhães Barros. Um abaixo-assinado será anexado a ação que já aguarda uma posicionamento da Justiça.

Da Sucursal de Brasília,
Iram Alfaia

28 de fev. de 2010

A Misteriosa Zero Hora

Os mistérios de um grupo chamado RBS!

Misteriosa Zero HoraA Misteriosa Zero Hora
A volta o padrão Sirotski de jornalismo, que encerra no fato o agente do evento. Foi assinam também naquilo que a RBS batizou de "Caso Detran". Lá como cá, não há agente. O Detran foi considerado pelos mais diversos funcionários da RBS, o grande culpado pelos desvios. Havia todo um contorcionismo verbal para esconder dos gaúchos os agentes responsáveis pelos desvios. Agora chegou a vez da Rua Hoffmann pagar pelo assassinato de Eliseu Santos.

Em ambos os casos, não há agentes, não há circunstâncias, não há contextualização. Como diz a matéria de capa de Zero Hora deste domingo, 28/02/2010, há "O Mistério da Rua Hoffamann", "um crime que chocou o Estado"!

Cadê o Nilson Mariano, o Carlos Wagner para fazerem reporcagens investigativas?

Para acusarem o MST reviram até o lixo, mas para informarem a respeito do assassinato de um Secretário do Governo Fogaça não mexem uma tecla? Muito estranho o comportamento da RBS.

Embora tenha "chocado" o RS, não há matérias complementares sobre a atuação política do falecido que possam ajudar a entender a personalidade da vítima, ou ajudar na elucidação de eventual conexão política. Zero Hora dominical não toca na questão que teria levado a empresa Reação a denunciar cobrança de propina por parte de correligionário e subordinado de Eliseu Santos. Tampouco lembra os leitores da existência da Operação Pathos da Polícia Federal, nem da denúncia envolvendo a empresa Sollus na Secretaria de que Eliseu era titular.

A editora de polícia de Zero Hora, a abelhinha encarregada de polinizar as flores da direita guasca, Rosane de Oliveira, conseguiu revelar detalhes imprescindíveis aos esclarecimentos dos fatos: "Poucas vezes José Fogaça ficou tão abalado".

Até que enfim algo abala a lesma administrativa. Pelo menos um assassinato tira o prefeito de sua letargia.

Fiquei curioso em saber quais foram os outros fatos que abalaram o prefeito Fogaça. Rosane não revela, mas suspeito que tenha sido o terremoto do Chile. Ou teria sido a morte de Marcelo Cavalcanti? O ex-funcionário da RBS, encastelado no paço municipal, também pode ter ficado abalado por motivos que a Rosane sabe mas não quer revelar.

Para algo que choca um Estado, Zero Hora dedica poucas páginas e menos perguntas ainda. Parece até que já tem resposta, mas que revelar chocaria ainda mais os gaúchos. O tom da cobertura da RBS poderia ter rendido, se é que
ainda não vá render, uma manchete do tipo: Fogaça ganha seu mártir!

Não é de admirar que a RBS tenha sido "furada" pela FSP na cobertura da CPI da Corrupção. Essa displicência na cobertura de fatos desabonadores a seus ex-funcionários também está chocando o Estado. Por tudo isso faz-se urgente uma luta pela implantação da liberdade de expressão aqui no RS. Não é mais possível convivermos com esta falta de informação.

Alguém, talvez a misteriosa Rua Hoffamann, esteja cerceando a RBS de informar corretamente seus leitores.

Cui Prodest?

Frequentei apenas uma disciplina do curso de jornalismo, como disciplina complementar ao curriculum ao curso de Letras, mas foi o suficiente para saber como se compõe um Lead. É do conhecimento até do mundo mineral que um bom texto jornalístico deve responder às seguintes perguntas: quem, o quê, quando, como e por quê.

Autópsia

Eliseu SantosA quem beneficia a morte de Eliseu Santos?

Quem?

- Está lá o corpo de Eliseu Santos estendido no chão.Um pastor que preferia a proteção de suas armas do que a de Cristo, a quem prestará as contas que não lhe foram cobradas pelos veículos da RBS. Pode ser inocente, mas não ajudou a esclarecer as questões que brotaram sob suas asas, na Secretaria de Saúde de Porto Alegre.

O quê?

- Eliseu Santos, ex-vice Prefeito no primeiro governo Fogaça, entre 2005 e 2008, atual Secretário de Saúde de Porto Alegre, morreu assassinado, atirando.

Quando?

- Dia 26/02/2010, sexta-feira, às 21h27min.

Como?

- Eliseu Santos foi assassinado, com quatro tiros, na saída de um culto na Igreja Universal, próxima ao Supermercado Zaffari, na Rua Hoffman, Bairro Floresta, em Porto Alegre, na frente de mulher e filha.

Por quê?

- Eis a grande questão com que se defronta o jornalismo praticado na RBS e também razão de sua total falta de credibilidade. Não há contextualização ou, quando há, serve apenas para atender uma orientação grata ao estilo globo de jornalismo implantada por Ali Kamel: o de testar hipóteses desfavoráveis aos que a Globo não gosta. Fazia com Leonel Brizola, faz com Lula e fará qualquer um que não se enquadra aos interesses do PIG. Os que não gostam do PT e acham que pensam na morte de Celso Daniel como queima de arquivo já saíram atacando, como quem diz: quem tem o cadáver de Celso Daneil nãopode velar defunto alheio. Ora, para mim é somente uma confissão: é queima de arquivo, tal qual achamos que tenha sido a de Celso Daniel.

Eliseu Santos (PTB/RS), ao participar da Gestão Fogaça, passou a frequentar o submundo da política que tomou conta do RS com a tomada do poder por dois ex-funcionários da RBS: Yeda Crusius (PSDB/RS) e José Fogaça (PMDB/RS). A primeira denúncia partiu da empresa Reação, segundo a qual Marco Antônio de Souza Bernardes, também do PTB/RS, estaria extorquindo a empresa em nome de Eliseu Santos, conforme informação de maio de 2009.

A Reação é uma empresa de limpeza e segurança, atividade compatível com os fatos! Teria sido uma reação desproporcional?

A Reação não estava Sollus

O Superintendente da Polícia Federal, Ildo Gasparetto, confirmou que Eliseu havia prestado depoimento, no dia anterior, sobre fraude detectada nos contratos da empresa Sollus, que administrava até dezembro de 2009, o Programa de Saúde da Família da Prefeitura de Porto Alegre, administrada por José Fogaça (PMDB/RS). Coincidentemente, a mesma Secretaria virou alvo de mais problemas. E lá estava ... Eliseu, o pastor que acreditava mais em armas do que em Deus. Afinal, com que explicação alguém vai ao culto armado? Mais coincidência. A Revista Carta Capital deste final de semana informou que Yeda e Fogaça usaram verbas da saúde para alcançar o famigerado "déficit zero".

A Operação Pathos da Polícia Federal, que investiga a Sollus, apura o desvio de R$ 9 milhões dos cofres municipais entre 2007 e 2009. Sede da Sollus? Piracicaba, São Paulo! Agora procure informações esclarecedoras sobre esta investigação e as acusações que pesam contra a prefeitura de Porto Alegre nos veículos da RBS. Déficit zero de informações!

Xi_cago!

O que vem acontecendo na política no RS guardam semelhança com o que acontecia em Chicago, no início do século XX. Lá como cá, há um conexação de crimes que só são explicados se interpretados à luz da máfia. A menos de 500 metros do local onde Eliseu Santos foi asssassinado, outro crime aconteceu nas mesmas circunstâncias, e até hoje muito mal explicado. A eficiência da polícia gaúcha é igual ao déficit zero. Empulhação.

Em 4 de dezembro de 2008 o ex-presidente do Conselho Regional de Medicina (Cremers), Marco Antônio Becker, foi assassinado com os mesmos indícios de queima de arquivo. Igualmente em circunstâncias ainda não exclarecidas, outro componente do grupo político domina a política rio-grandense, Marcelo Cavalcante, apareceu morto em circunstâncias ainda não esclarecidas.

Marcelo Cavalcante

Marcelo Cavalcanti foi ex-assessor de Yeda Crusius no Congresso Nacional. Pela lealdade e serviços prestados, desempenhou importante papel financeiro na campanha de Yeda Crusius (PSDB/RS), em 2006, ao lado de Lair Ferst, razão pela qual Yeda o nomeou chefe do Escritório de Representação do Rio Grande do Sul, em Brasília.

Collor teve um PC, Yeda, um MC!

No dia 17 de fevereiro de 2009, o corpo de Marcelo Cavalcanti apareceu boiando sob a Ponte JK no Lago Paranoá, em Brasília. Quando Marcelo foi "suicidado" por Carlos Crusius na véspera de prestar depoimento ao MPF sobre fitas de áudio e vídeo que mostravam esquemas de corrupção e caixa 2 na campanha da governadora Yeda nas eleições de 2006. A investigação esteve e está a cargo da polícia subordinada ao ex-líder do governo do PSDB no Senado, José Roberto Arruda, ex-PSDB, ex-DEM, ex-governador do Distrito Federal. A mesma polícia que não viu nada acontecer no governo do Distrito Federal também não consegue concluir o inquérito a respeito da misteriosa morte de Marcelo Cavalcanti. O parentesco político e a similaridade administrativa com Yeda Crusius é mera coincidência...

Jaguncismo Político & Coronelismo Eletrônico


O que não é coincidência é a importação do jaguncismo nordestino para a política riograndense. Não nos esqueçamos que os partidos que aí estão na administração do Estado e de Porto Alegre tem um discurso estribado nas orientações da RBS pela "pacificação do RS". E a pacificação começou com Germano Rigotto e a implantação de uma política de segurança alicerçada na delapidação dos cofres públicos. Continuou com o Cel Mendes na Secretaria de Segurança de Yeda Crusius e, depois, com as mortes seletivas de pessoas envolvidas em esquemas de corrupção.

O assassinato do sem-terra, Elton Brum da Silva, foi saudado pela RBS com a seguinte chamada: MST ganha seu mártir. É, a RBS não se envergonhou de assumir de público sua maneira de pensar, que não corresponde com a do MST. A RBS chamou de mártir, o MST deu o único nome possível: assassianto. Duas entidades, duas formas de pensar. Quem aplaudiu o assassinato do sem-terra tem razões de sobra para comemorar os assassinatos de Marcelo Cavalcanti e de Eliseu Santos.

Conclusão

Conclui-se, pelo menos neste momento, é que a pacificação implantada no RS pelos ex-funcionários da RBS é a paz dos cemitérios. E que os recentes acontecimentos não são exceção, mas consequência da forma de atuação política que conta com a cobertura da RBS. Não fosse assim, a RBS procuraria fazer jornalismo, propondo-se a responder: quem, o quê, quando, como e por quê!

3 de fev. de 2010

Déficit Zero

É o governo Yeda espraiando sua marca nas costas dos gaúchos.

27 de jan. de 2010

Os dois pedaços de um mesmo pão

À Esquerda, Solidariedade!

SolidariedadeA esquerda reparte o pão
26/01/2010 Por Mauro Santayana


Entre outras vozes que se levantaram, no Brasil, contra a nossa solidariedade para com o povo do Haiti, destacou-se a do senador Epitácio Cafeteira, do Maranhão. Sua excelência pertence às oligarquias daquele estado e, desde 1962, tem sido eleito pelo seu povo, um dos mais pobres do país. Homem rico, conforme a relação de seus bens divulgada pelo Senado – muitos deles imóveis valiosíssimos – Cafeteira dispõe de dois aviões e automóveis importados. No Senado, ao negar ao governo autorização para o envio de mais tropas brasileiras a Porto Príncipe, declarou comovente solidariedade com o povo brasileiro. Para ele, é necessário cuidar dos brasileiros, e não dos estrangeiros. E foi além: atribuiu à imprensa brasileira o destaque que se dá aos mortos do Haiti, em detrimento das vítimas nacionais das enchentes.

Nós poderíamos cobrar do senador solidariedade para com o seu povo mais próximo, o do Maranhão – como governador que foi do estado, e como parlamentar que o vem representando há quase cinco décadas. As mulheres quebradeiras de coco, os pescadores, os sertanejos e os caboclos maranhenses, castigados secularmente pela miséria, massacrados pelo latifúndio e, eventualmente, pelas cheias, estão esperando pela compaixão do senador. Cafeteira é um dos donos do Maranhão. Se houvesse nascido no Haiti, naturalmente pertenceria à elite mulata daquele pequeno país, e, morando na parte mais bem edificada de Porto Príncipe, não estaria necessitando da solidariedade dos outros. Estaria preocupado com seus aviões e seus automóveis e, provavelmente, com suas lanchas.

As seções de cartas dos jornais e alguns blogs da internet mostram que parcelas alienadas da classe média tornaram-se, repentinamente, também sensibilizadas com as enchentes e desabamentos em nosso país, e acusam o governo de se dedicar ao Haiti. Trata-se de um desvio singular da ação política. Animados pela hipocrisia, esses humanistas de última hora se esquecem de que, tanto como no Haiti, é a miséria que faz as nossas tragédias. É a falta de trabalho, de escolas, de saúde, de planejamento urbano, de reforma agrária, enfim, da dignidade que vem sendo negada aos pobres, desde que aqui chegaram os fidalgos ibéricos. Aqui – e na Ilha La Española, onde se encontra o Haiti. O subdesenvolvimento, causa de toda a miséria, não é maldição mas resultado de deliberado projeto de desigualdade. Quanto maior a miséria em torno, mais ricos se fazem alguns. Por isso impedem a reforma agrária e impedem a educação dos pobres. Sua filosofia é a de que só têm direito aos benefícios da civilização os que puderem pagar por eles.

Eles não sabem que uma das poucas alegrias das pessoas pobres é a do exercício da solidariedade. Não conhecem a felicidade dos trabalhadores que se organizam em mutirão a fim de reconstruir o barraco que desabou, ou de construir a moradia de dois cômodos para uma viúva e seus filhos. Os haitianos que perderam suas casas e seus familiares são seres humanos, exatamente iguais aos nossos pobres, que se veem nos olhos solidários dos soldados e dos voluntários civis brasileiros no Haiti.

O presidente Lula pode desagradar a muitas pessoas, por ter saltado etapas em sua realização pessoal. Ele deixou o chão da fábrica para liderar seus companheiros de classe e se tornou dirigente político e presidente da República. É um pecado imperdoável: não enfrentou o vestibular, não teve que cavar empregos seguros ou casamentos de conveniência para se tornar vitorioso: enfim, não serve de modelo para a formação de uma juventude alienada e consumista, instrumento para a segurança de parcelas das elites. É provável que, no caso do Haiti, o presidente reaja como o menino que enfrentou as cheias na periferia de São Paulo e conhece de perto a solidariedade dos pobres.

O Brasil, como um todo, não sendo ainda um país rico, age como seus pobres. Não há nenhum mérito em dar o que nos sobra. O mérito está em repartir o que temos e do que necessitamos. Poeta mais conhecido em Minas, Djalma Andrade resumiu este sentimento ao pedir a Deus que nunca o deixasse comer sozinho o pão que pudesse partir em dois pedaços.




À Direta, Venalidade!


Você é de direita? Faça o teste
Por Juremir Machado da SilvaVenalidadeA direita corrompe o padeiro

É sabido que para a direita não há mais esquerda e direita, salvo quando a direita quer bater na esquerda e precisa chamá-la pelo nome para dar nome bois. Todo mundo sabe e eu tenho repetido isso aqui que a ideia de que a divisão direta/esquerda deixou de ser pertinente é uma ideia de direita. Houve tempo em que ser de direita era antiquado. A esquerda ganhava a guerra simbólica. Isso mudou. Nos últimos anos, a direita adotou estratégias publicitárias (a publicidade é quase sempre de direita) e passou a se apresentar como moderna. Faz parte desse jogo chamar a esquerda de anacrônica, velha, ultrapassada, superada, mofada, etc. A esquerda ridicularizava a direita pelo humor. Agora, a direita insulta e menospreza a esquerda com sua ironia pesada.
Façam o teste:
É contra a legalização do aborto?
É contra o casamento de homossexuais?
Acha que o aquecimento global é uma bobagem?
É contra o bolsa-família?
É contra a integralidade do Plano Nacional de Direitos Humanos?
Acha que os governos devem ajudar os produtores ricos e largar no mundo o pobrerio?
Defende pagar menos impostos e obter mais subsídios?
Acha que Israel sempre tem razão contra os palestinos?
É contra política de cotas em sociedades de desigualdade flagrante e reproduzidas pelos mecanismos de educação?
É a favor do Fórum da Liberdade e contra o Fórum Social Mundial?
Acha que a repressão é o único caminho para resolver os problemas de violência urbana?
Chega. É suficiente.
Quem der respostas positivas a 80% dessas perguntas é de direita.
É direito de qualquer um ser de direita. Não é preciso ter vergonha.
Quer dizer, é um tanto vergonhoso ser contra todos os valores modernos e ainda se apresentar como extremamente moderno. Na Europa, muita gente daria respostas positivas a todas as questões listadas acima. E diria sem pestanejar: “Eu sou de direita” ou “nós de direita”. No Brasil, as pessoas querem ser de direita sem ter de carregar o peso negativo dessa palavra e dessa ideologia. É confissão de culpa ou malandragem. A direita brasileira é tão esperta que consegue mamar mais no Estado do que a esquerda mesmo quando a esquerda está no poder. A direita é o poder. Talvez seja a única direita do mundo que não se assume como tal e ainda tenta se apresentar como não-ideológica.
A revista Veja é hoje a carta capital da direita. Os blogues da Veja conseguem estar ainda mais à direita. O Fórum de Davos é a menina dos olhos da direita internacional. Neste ano, eles vão ter de engolir o presidente brasileiro, que, por ter-se “endireitado” um pouco, tornou-se frequentável. Depois da paulada dada pela crise financeira de 2008, Davos está mais humilde. Puro cinismo. Mas a verdade é que o Fórum Social Mundial, rotulado de anacrônico, deu um “chocolate” em Davos e anunciou a agonia do neoliberalismo. Última questão do teste para saber se você é direita:
O neoliberalismo existiu ou foi apenas uma besteira inventada pela esquerda?
Outras, outras: prefere Hugo Chávez ou Jair Bolsonaro?
Sente saudades de Paulo Francis e Roberto Campos?
Acha que a justiça é neutra, imparcia e objetiva? (aí já não é questão de direitismo, mas de loucura).
Acha que nunca se roubou tanto como agora?