23 de abr de 2005

No Pasarán

Durante a Guerra Civil Espanhola, as brigadas internacionais lutavam para não deixar Madrid cair nas mãos do ditador Franco, em 1937, com o lema "No pasarán!". Passaram…

No Brasil, desde que  o PT foi criado, Mario Amato & Carlos Sperotto também trabalharam arduamente para que não passasse. Tudo o que conseguiram foi nos fazer crer que Lula merecia estar lá. De camarote, os dois, como na música do Chico, agora, de guaica cheia, estão rindo à toa vendo Lula passar!

Lo ali, a Argentina vai demonstrando que ainda se pode levantar o lema “No pasarán”.  As empresas petrolíferas, incluíndo a Petrobrás, indexaram os preços ao dólar, ao mercado internacional, embora boa parte seja extraído lá mesmo. Kirchner conclamou a população ao boicote. Resultado, esso e Shell diminuiram os preços. Nem por isso tiveram prejuízo nem a Argentina foi à breca. Aliás, já havia peitado o FMI. Os subservientes de plantão chamaram de calote, e Lula desdenhou seu parceiro de Mercosul. Um litro de gasolina na Argentina custa $1,789 pesos. Com R$ 1 (um) real compra-se 1,12 pesos. Portanto, divida 1,789 por 1,12 e verás que um litro da gasolina Argentina nos custa R$ 1,597… Aqui em Porto Alegre, onde a RB$ reza pelas leis do mercado, a gasolinha nos custa R$2,5 (dois Fogaça e meio Rigotto).

A Petrobrás diz que o Brasil é quase autosuficiente na produção do petróleo. Então porque os preços continuam atrelados ao dólar na hora de subir mas desatrelam quando o dólar cai?  Por que não temos políticos, mas representantes comerciais.

Ah, enquanto o salário mínimo na Argentina é de 400 pesos, em torno de R$ 359, a partir de maio chegaremos a R$300,00. Contrariamente, o nosso nível de desemprego é maior, em torno de 16%, enquanto lá é de 12%.  Pelo menos Lula tem um avião decente…

O correligionário de Henrique Meirelles, Antônio Ermírio de Moraes, o mais tucano dos empresários, declarou que é fácil lucrar com banco. sob o governo Lula. Clarividente, criou a BV Financeira durante o longo regime de seu amigo FHC.

Marcio Thomaz Bastos, talvez o mais honesto dos ministros de Lula, na desesa da reforma (sic) do judiciário que patrocinou, escreveu: “O primeiro motivo diz respeito à necessidade de um governo que oriente mudanças no Poder Judiciário a partir de uma perspectiva nacional. Temos, atualmente, não um poder centralizado, mas sim um arquipélago de competências, jurisdições e instâncias que não possui uma gerência central capaz de propor a adoção de medidas administrativas para aprimorar a prestação jurisdicional, formado por ilhas que não se comunicam.” 

Se centralização fosse a solução, os serviços sob a batuta do Executivo não seria isso que se vê por aí. Na reforma ninguém discutiu porque o Judiciário é eficiente para condenar líderes sem-terra, e incapaz de condenar  Malufes e Jucás?! E não é mera coincidência que a única reforma do PT tenha sido a de continuar culpando os servidores públicos pelos déficits da Previdência. As dívidas dos Jucás não afetam o déficit?

Mas as reformas que realmente interessam “no passarán”!

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