25 de jul de 2005

Vira-bosta

"Após frustrar irremediavelmente a generosa expectativa da nação, resta ao Presidente reconhecer o estado de ingovernabilidade do país e propor ao Congresso uma emenda constitucional convocando eleições presidenciais para outubro.
Se o presidente tivesse dignidade, deveria renunciar. Seria uma saída democrática para a crise, em face da falta de legitimidade de um mandato construído por estelionato eleitoral
".

Tarso Genro, a respeito de FHC, em 1999.

Antonio Chimango, vulgo PT
Veio ao mundo tão flaquito,
Tão esmirrado e chochinho
Que, ao finado seu padrinho
Disse espantada a comadre:
- Virgem do céu, Santo Padre!

C’o tempo o coronel Prates
Se foi sentindo pesado;
Tinha muito trabalhado
Naquela vida campestre,
Onde ele, com mão de mestre,
Tinha tudo preparado.
Um dia chamou o Chimango
E disse: “Escuta, rapaz,
Vais ser o meu capataz;
Mas, tem uma condição:
As rédeas na minha mão,
Governando por detrás.
(...)

Sei que tu és maturrango,
Porém, dou-te a preferência.
Nisto está minha ciência,
Escolhendo-te entre os outros;
Eles sabem domar potros,
Mas, tu tens a obediência.
(...)

Então chamou o Aureliano,
Pardo velho muito antigo,
Que conservava consigo
Assim como secretário;
Espécie de relicário
De família, muito amigo.
“Tu, que és um conhecedor
De como tudo se faz,
Ensina-me a esse rapaz
As manhas de governar,
Que ele vai desempenhar
O cargo de capataz.”
(...)

À sombra de uma figueira
Sentados num cabeçalho,
O Aureliano, sem atalho,
Disse: “Agora, meu menino,
Eu te vou dar o ensino
Do que aprendi no trabalho.
(...)

Quando um erro cometeres
(O que bem se pode dar)
Não deves ignorar
Como se sai da rascada:
A culpa é da peonada;
O patrão não pode errar.
Quando vires um peão,
Mesmo o melhor no serviço,
Ir pretendendo por isso
Adquirir importância...
Bota pra fora da Estância,
Mas, sem fazer rebuliço.”
(...)

Um dia..., ansim de repente,
Esta notícia correu:
– O coronel Prates morreu!
(...)

Pobre Estância de São Pedro
Que tanta fama gozaste!
Como assim te transformaste
Dentro de tão poucos anos,
De destinos tão tiranos
Não há ninguém que te afaste!
(...)

Na mão do triste Chimango
O arvoredo está no mato;
O gado... é só carrapato;
O campo... cheio de praga.
Tudo depressa se estraga,
No poder de um insensato.
(...)

E ansim, tudo na Estância
Vai mermando devagar,
Tudo de pernas pra o ar,
Nem tem mais vergonha a gente;
Mas, o Chimango... contente
Que é coisa de admirar!

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