22 de mar de 2010

E os Direitos Humanos, RBS?




A RBS obriga seus funcionários do jornal Zero Hora, 21/03/2010, cozinharem um texto para tentar desconstruir Lula. É claro, há também os carrascos voluntários, como Leo Gerchmann. Com este, a RBS se amarra a um dos seus casos freudianos melhor diagnosticados, Cuba.
O outro, mais recente e de difícil tratamento, atende por Venezuela. Pois o panfleto do Grupo RBS, texto assinado por Léo Gerchmann, que pelo sobrenome deve ser da Gestapo, volta a bombardear no melhor estilo Goebbels. Um velho conhecido da mesma espécie de Denis Rosenfield.
Então, o que está por trás do ataque da RBS e de seus amestrados à política de direitos humanos do atual Governo Federal? Certamente o relevante papel de Lula na viagem ao Oriente Médio. Ao não se submeter aos necrófilos sionistas recrutados pela RBS, que queriam obrigá-lo a visitar o túmulo de Theodor Herzl. Eles pensam que Lula é um garoto de recados? O ódio desta gente brota exatamente por Lula não ser um lambe-botas igual a eles.
Aliás, como a própria RBS tem-se manifestado quando se trata dos Direito Humanos no Brasil? Não atacou o PNDH? Aqui, quando o Governador era Olívio Dutra, o Movimento de Justiça e Direitos Humanos do Rio Grande do Sul, criado por Jair Krischke, aparecia mais que mariposa nos holofotes da RBS. Ele é tão seletivo na defesa dos Direitos Humanos quanto o Pedro Simon e sua bandeira da ética geográfica. Quando Jair Kriscke se insurge contra a vinda do presidente do Irã, mas dá as boas vindas ao representante israelense, só manifesta esta esquizofrenia à la Pedro Simon. Por que direitos humanos são necessários apenas no Irã? Como diz o jornalista Breno Altman a respeito de Israel: "A nação sionista é um dos países com maior número de presos políticos no mundo, cerca de onze mil detentos, incluindo crianças, a maioria sem julgamento. Mais de 800 mil palestinos foram aprisionados desde 1948." E continua: "Mais de 750 mil palestinos foram expulsos de seu país desde então. Israel demoliu número superior a 20 mil casas de cidadãos não-judeus apenas entre 1967 e 2009. Construiu, a partir de 2004, um muro com 700 quilômetros de extensão, que isolou 160 mil famílias palestinas, colocando as mãos em 85% dos recursos hídricos das áreas que compõem a atual Autoridade Palestina." O que os Kriscke, Gerchmann e Sirotsky têm a dizer sobre isso? Alguma vez denunciaram as violações internacionais, prisões e mortes patrocinadas por Israel?
Como se sabe, Pedro Simon só defende a ética do Rio Mampituba para cima. Aqui no RS, Simon não ouve, não vê e não fala. No governo da ex-funcionária da RBS, Yeda Rorato Crusius, protege, indica cargos de confiança mas não aparece. E a RBS nunca se importou em cobrar coerência, exatamente porque são iguais. São uns vira-bosta!
A RBS é apenas mais um caso dentro daquilo que popularmente se chama P.I.G., Partido da Imprensa Golpista. Quando um policial, que deveria proteger, assassina pela costas um sem-terra, a RBS sai com manchete: "Agora o MST já tem seu mártir". Onde estava a preocupação da RBS coma os Direitos Humanos?
Também como esperar algo de humano em órgão que nasceu e cresceu no antro da ditadura?
Portanto, não é de admirar que no "Estado mais politizado do Brasil" tenha nascido uma tentativa separatista, com Irton Marx, calcado num regime nazi-fascista. É aqui que as aberrações são vulgarizadas, a mesquinharia ganha contornos de "graves denúncias", e o mais absoluto assalto ao estado, por ex-funcionários, tenha nascido nos corredores da RBS.
A RBS e seu exército de colonistas passam o tempo fazendo reporcagens contra os movimentos sociais, defendendo corruptos e atacando a esquerda. Não é mera coincidência a RBS participação da RBS no Instituto Millenium, que nasceu das sobras da OBAN, com o único objetivo de acabar com as "velhas esquerdas", no dizer de um de seus membros, Arnaldo Jabor.

Um comentário:

T. H. disse...

Sobre a questão israelense, a complexidade dos fatos é muito maior do que a abordada.