21 de mar de 2010

Vejas Caras de Bundas

Consultória sem Veja & Caras é exceção. As irmãs siamesas unem as "culturas" do videoclip de papel e da sabedoria do doping. Nas visitas a consultórias, infelizmente mais frequentes quando a idade aumenta, a presença desta dupla torna a espera ainda mais angustiante.

Digitei no Google "VEJA CARAS", e deu nisso....



Caras

As Caras folheadas são retratos de uma filosofia tão chula quanto autêntica: senhoras turbinadas e senhores botoxizados parecem gozar com o pau dos outros. Conversam sobre Xuxa sua filha Xana como se fossem ou querendo demonstrar algo que não são, íntimos:

- A fulana tem um tapete bem parecido com este da revista.

Com um comentário destes só me faz pensar que deve colecionar copos da Caras e panelas do Diário Gaúcho.

A impressão, a me encontrar com uma Caras aberta na poltrona de um consultório qualquer, é que vou ser lobotomizado.

Vejas

Se olho na mesinha do centro, lá estão as últimas duas Vejas e suas indefectíveis capas: uma acusando a esquerda de qualquer coisa e outra falando qualquer coisa à saúde da direita, com direito a botox, lipo, bronzeamento artificial e/ou vitaminas em pílulas.

Não sei o que é pior, se o encontro com duas identidades de uma classe média inútil, ou se aquelas caras de cientistas de almanaque que as folheiam.

Pior, se algo bem pior. São aquelas pessoas com quais tentamos conversar a respeito do conteúdo das revistas, na vã tentativa de que possam raciocinar além do receitado.

Conheço alguns clientes fiéis e convictos de Veja. E é para eles que Veja e Caras existem. Para estes, não existe mundo racional fora das páginas amarelas. Estão convictos que fazem parte de um mundo glamoroso que os mal vestidos querem destruir. Usam roupas de grife, tem caro novo na garagem, viajam a Punta, e sonham conhecer o Castelo de Caras. Estão economizando para fazer um Cruzeiro.
Seja lá onde for, com a fantasia de saírem numa edição qualquer de caras. Alguns até pagam para sair, depois compram as revistas e fazem pacotes de presente e encaminham para os amigos. Outros põem moldura e penduram na sala de jantar com um led bem direcionado. Usam adesivos contra a cobrança de Impostos e, se puderem, usam trabalho escravo nas suas cozinhas. Trabalho "assemelhado" ao trabalho escravo não existe só em fazendas. Há em muitas casas e apartamentos também.


Veja isto

Condomínio 1º da Abril!Tente dialogar com um consumidor típico de Veja a informação de que o prédio onde a Editora Abril, da VEJA, está instalada pertence ao Fundo de Pensão dos funcionários do Banco do Brasil. Não vão acreditar. E não podem acreditar! Se acreditarem, seus mundinhos desabam. Se te deixarem falar, explica como foi que os Civitas conseguiram o prédio. Jamais acreditariam que foi através do Governo Fernando Henrique Cardoso, quando os fundos de pensões estavam aparelhados pelos camelôs do PSDB.








Em 2005, durante o campanha do plebiscito do desarmamento, uma reportagem do "Estadão" informou que a sede da Editora Abril pertenceria ao grupo de Daniel Birman, dono da empresa fabricante de armamento CBC (Companha Brasileira de Cartuchos) e, por isso, a revista Veja estaria fazendo campanha contra a proibição de armas.

O Estadão errou. Rafael Birman (irmão de Daniel Birman), foi o incorporador da obra de construção do edifício, mas quem comprou o prédio foi o fundo de pensão PREVI (do Banco do Brasil).

Naquela época a Editora demo-tucana emitiu a nota abaixo:
A propósito da reportagem do Estado de S.Paulo, de 9/10, citada na nota "O locador da Abril e o voto da Veja", do dia seguinte, a Editora Abril informa que "o Edifício Birmann 21, na Marginal Pinheiros, que abriga a sede da Editora Abril, não pertence à família Birmann. O prédio foi locado da Previ – Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil – em 30 de abril de 1997".
Resta saber se as condições dessa locação, desde 30 de abril de 1997, não foram lesivas ao patrimônio dos trabalhadores aposentados, da PREVI.
A primeira edição da revista Veja com a redação nas novas instalações foi em 24 de dezembro de 1997.
É muito estranho que a revista não tenha publicado nenhuma nota a respeito da mudança para a nova sede, naquela época.
A menos que o negócio seja realmente obsceno, e precisasse ser mantido obscuro, qualquer empresa e qualquer revista se orgulharia de mudar-se para novas instalações, e faria questão de comunicar ao leitor, ainda mais se tratando de um majestoso edifício, dotado de heliporto, e sendo o 11º edifício mais alto do Brasil, um marco arquitetônico em São Paulo.
Leia também:
Caiu a casa da Editora Abril: suntuoso edifício sede é da PREVI

Um comentário:

Anônimo disse...

É triste quando este conhecimento é o que é considerado o básico para uma pessoa racional e moderna, e quando este é o requisitado pelo vestibular, Enem, moldando a cabeça dos jovens.