4 de dez de 2010

Helms-Burton X WikiLeaks

Lendo o Estadão nesta manhã de sábado, em senti cachorro de rua esfomeado e chutado. Mas vamos lá. As frases em azul são de minha lavra.

Site muda de domínio para permanecer no ar (Fosse em Cuba, o Estadão diria: Para fugir da censura, blogueiro cubano pede asilo na Europa

WikiLeaks muda-se (providencial forma imparcial. Não mudou-se, foi mudada!) para a Suíça e abre páginas na Holanda, Finlândia e Alemanha; governos de EUA e França pressionam pelo seu fechamento

04 de dezembro de 2010 | 0h 00

Andrei Netto - O Estado de S.Paulo

Depois do cerco jurídico (perseguição vira cerco jurídico) a Julian Assange, contra quem pesa um mandado de prisão da Interpol (a interpol não não expede mandado, cumpre), EUA e países europeus pressionaram (perseguiram) empresas de informática que auxiliam o funcionamento do site WikiLeaks. Ontem, no sexto dia de revelações dos telegramas diplomáticos do Departamento de Estado americano, o site foi obrigado a mudar de domínio e de país para seguir ativo. (o site for obrigado… por quem? Talvez forças da natureza…)

Martial Trezzini/Efe-2/12/2010

Martial Trezzini/Efe-2/12/2010

Manobra. Assange, fundador do site: esforço para sobreviver

Na quinta-feira, a Amazon já havia sido pressionada por Washington a deixar de hospedar (de agora em diante perseguir e censurar passa a se chamar “deixar de hospedar”) o WikiLeaks em seus servidores. Ontem, o cerco se fechou ainda mais na Europa. A EveryDNS, empresa que hospedava o site, anunciou a extinção do domínio wikileaks.org, alegando que ataques cibernéticos em massa contra a página ameaçavam a estabilidade de toda a infraestrutura de hospedagem de outros 500 mil sites da empresa (boicote ou uma nova Lei Helms-Burton).

O endereço de internet deixou de existir, saindo do ar no início da manhã (tudo como se tivesse acontecido naturalmente, por forças extraterrestres). A reação veio horas depois, com a recriação do site em outro endereço, hospedado por empresas da Suíça e da França. Desde então, o domínio passou a ser wikileaks.ch e é assegurado por um partido "pirata", que reúne defensores da liberdade online.

  Versões do site foram criadas também na Alemanha, Holanda e Finlândia. O ministro da Indústria, da Energia e da Economia Digital da França, Eric Besson, anunciou a intenção de proibir a hospedagem do site em empresas francesas, entre as quais a OVH, sob alegação de que o WikiLeaks viola o segredo diplomático. (Não é mais segredo, de diplomático não há nada revelado. Sujeira, sim, há muita!)

Resposta. A OVH contra-atacou e respondeu rápido ao governo francês. "Não é responsabilidade dos políticos ou da OVH decidir a respeito do fechamento do site", afirmou a empresa, em comunicado. A OVH disse ainda que o caso deve ser decidido pela Justiça.

OBS. Nota que o Estadão em nenhum momento fala de censura ou liberdade de expressão! Com relação à Cuba, pelo menos os EUA fizeram um lei, conhecida como Lei Helms-Burton para marcar com ferro quente as empresas que ousassem desafiar o império do Tio Samgue!

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