14 de nov de 2010

Leituras de domingo

estelita de guerraSérgio Guerra, Presidente do PSDB, n’O Globo, de 14/1/2010: Diabo - “O PSDB ganhou as eleições nos centros brasileiros. Foi a regra. Perdeu as eleições nos grotões, nas áreas menos críticas do país. Não falo do Nordeste contra Sul, nem do Sudeste contra o Centro-Oeste. Em todas as regiões, este fato se deu. O eleitorado mais dependente, menos crítico, votou no PT. O mais crítico e menos dependente tende a votar no PSDB.

De donde és, Estelita? Cara Estelita, este mesmo eleitorado, menos crítico, não votou também no professor Cardoso? Em duas oportunidades? José Serra venceu Dilma no Acre. Será que no Acre são mais críticos que em Pernambuco? Considerando a qualidade de seus argumentos, não duvido. Afinal por qual estado mesmo vens se elegendo? Pernambuco! Então, pelo seu desembaraço intelecutal, os eleitores menos críticos votam no PT e, ora bolas, em vossa mercê! Donde concluo: a perdição do PSDB são estes raciocínios pouco críticos, de gente dependente do que outros pensam. Não cuspa no prato em que come, Senador. Isto é feio até para jagunços. Ele tem Estelita no nome, mas incorpora um raciocínio ao estilo Mayara Petruso.

Outra declaração, do eleitor crítico, menos dependente: “Nós fizemos oposição do tamanho que tinha de ser, nem radical, nem moderada.” Se não é moderada nem radical, então o que é? Golpista!

Cara de jagunço, prática de jagunço, presidente de jagunços. Mas não é jagunço. Só  pode ser entrevistado por jornal de jagunço.

 

Lei Kandir

KandirA lei que leva o nome do propositor, Antonio Kandir, foi uma benção para o governo do professor Cardoso. Durante  aqueles longos oito anos, a imprensa e os governadores silenciaram. Depois, quando Lula se elegeu, ganhou a repulsa unânime das oposições, na imprensa e no congresso. A lei Kandir é aquela que isenta do  ICMS os produtos e serviços destinados à exportação. Prejuízo para os estados exportadores. Assim, no governo FHC, a União dava esmola com a mão dos estados. O feijão exportado, estava isento. Aquele que iria para a mesa do brasileiros, só ia se pagasse ICMS.

A Lei Kandir é mais um dos esqueletos, ou, como gosta de chamar Lula, “herança maldita” dos tucanos. Alguém, Antonio Kandir e seus colegas do PSDB, acharam inteligente isentar de ICMS o que o Brasil produz mas exporta. Lula, o ignorante, isentou de ICMS aquilo que o Brasil produz e os brasileiros consomem, e assim enfrentou a crise da marolinha.

Agora os governadores, eleitos mas ainda não empossados, voltam as baterias contra os efeitos da famigerada mas falecida lei. A velha mídia, cúmplice da velhacaria, esquece de dar a biografia completa.

 

A Natureza do Estadão

Para o sociólogo mineiro Simon Schwartzman, os problemas operacionais e logísticos do Enem escondem a questão que realmente importa. "É a própria ideia do Enem, desse tamanho e com essa escala, que precisa ser discutida", diz o pesquisador do Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade (IETS), que foi presidente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) entre 1994 e 1998 e diretor para o Brasil do American Institutes for Research de 1999 a 2002. "O correto seria voltar à ideia inicial do exame, menor e focado na avaliação de competências, não de conhecimentos", defende o especialista.”

O samba do crioulo doido do Estadão está no fato de consultar um sociólogo. Ex-funcionário de outro sociólogo, o  professor Cardoso, de desastrada memória. Um “sociólogo” para falar de “problemas operacionais e logístico”? E ele não esconde porque foi convocado pelo Estadão: “É a própria ideia do ENEM”. Claro, óbvio!

Modus Faciendi

Curiosamente, antes de Lula, essa ideia de subvencionar o estudo no setor privado era um tabu, não se podia fazer no Brasil.”

Por que o sr. diz que, sem parcerias privadas, a universidade pública ‘se acomoda’?

Nós temos no Brasil uma situação em que as universidades são repartições públicas. É o caso da USP. Elas recebem uma porcentagem fixa dos impostos do Estado e não se preocupam em ir além.

Veja, o entrevistado não disse que sem parcerias privadas a universidade pública se acomoda. É o modus faciendi do Estadão, que tenta enfiar no entrevistado as palavras que quer ouvir. Afinal, o que aconteceu com o ENEM neste ano? Logística? Não, foi um lote de provas mal elaboradas. E quem as elaborou? Foi o ENEM? Até onde se sabe, a gráfica já assumiu os erros. Mas não é disso que se trata, é o que mostra a entrevista. A PRIVADA é o que move o Estadão! Um outro sociólogo já pediu para esquecerem o que escreveu. Faria bem o Simon se pedisse que esquecêssemos que o disse na entrevista. A cada nova matéria fico ainda mais convencido que o ENEM, pelo que vem incomodando, está no caminho certo.

 

Mônica leal à Yeda produz Bestseller de fim de feira

Mônica é a de branco...A política cultural do governo do RS, cavalgada pela filha do seu Pedro, enfim apresentou os resultados dos quatro anos de muito alfafa. Durante a Feira do Livro de Porto Alegre, Telma Scherer, formada em Filosofia, mestre em Literatura e autora de dois livros, foi presa porque se acorrentou a uma casinha de cachorro onde se lia: "Não alimente o escritor". A ação da BM na Praça XV manteve o padrão, tratar artista, ruim, como bandido, e político bandido como artista bom. A ação foi um sucesso do público na privada. Enquanto isso, a Leal e valorosa Secretária da Cultura, depois dos longos quatros anos, passeou de rédeas solta e desenxabida, sem ser reconhecida.

Mônica é a de branco…

Atualizando: Confira mais no blog do Marco Weissheimer

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